"Monkey Wrench", pelos Foo Fighters, com o seu baterista de mais de duas décadas, Taylor Hawkins.
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quarta-feira, 30 de março de 2022
Everlong
Foi-se um excelente baterista, relativamente novo, uma vez mais culpa do consumo excessivo de drogas.
Uma enorme perda para os Foo Fighters, mas se o exame toxicológico à urina revelou dez substâncias, incluindo THC, antidepressivos tricíclicos, benzodiazepinas e opióides, fica difícil...
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
O ano dos regressos.
Já tem três mesitos de idade, mas não quero deixar passar ao lado o novo álbum dos The Racounters, "Help Us Stranger", que marca o regresso da banda aos LPs após um hiato de onze anos.
Bom e sólido rock é o que nos oferecem os The Racounters e Jack White. Parecem felizes por estarem novamente juntos e isso reflecte-se na música. Fiquem com "Sunday Driver", single do álbum.
Bom e sólido rock é o que nos oferecem os The Racounters e Jack White. Parecem felizes por estarem novamente juntos e isso reflecte-se na música. Fiquem com "Sunday Driver", single do álbum.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Quando a banda que abre é a que de facto queres ver...
Os Danko Jones dão hoje um concerto em Portugal, ao abrirem para os Volbeat. Se sobre estes últimos não tenho muito a dizer, já o power rock que os canadianos Danko nos têm vindo a oferecer há cerca de duas décadas merece uma revisitação, nomeadamente para ouvirmos o mais recente álbum da banda, editado em 2019 e intitulado "A Rock Supreme".
De "We Sweat Blood" (2005) fiquem com este impaciente "I Want You".
Para ver e ouvir no Coliseu de Lisboa, mais logo.
De "We Sweat Blood" (2005) fiquem com este impaciente "I Want You".
Para ver e ouvir no Coliseu de Lisboa, mais logo.
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Local:
Lisboa, Portugal
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Conto de fadas em formato XXL
Os nossos rockers psicadélicos favoritos preparam-se para lançar mais uma bomba de purpurina sob a forma de álbum conceptual. Chama-se "The Kings Mouth", é lançado no dia 19 de julho e marca o regresso dos The Flaming Lips ao registo sonoro mais doce da época de ouro da banda: "The Soft Bulletin" e "Yoshimi Battles the Pink Robots".
Narra a história da vida de um monarca gigante e da sua morte para salvar os seus súbditos. Parece tonto, é bem tonto, mas é um verdadeiro conto de fadas sonoro como só estes 'passados da marmita' sabem fazer...
O primeiro avanço é este "Giant Baby".
Gu gu, dá dá!
Narra a história da vida de um monarca gigante e da sua morte para salvar os seus súbditos. Parece tonto, é bem tonto, mas é um verdadeiro conto de fadas sonoro como só estes 'passados da marmita' sabem fazer...
O primeiro avanço é este "Giant Baby".
Gu gu, dá dá!
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quinta-feira, 4 de abril de 2019
Fáceis de encontrar, difíceis de largar.
Temos um carinho especial pelos The National.
Da descoberta da banda norte-americana através de "Alligator", o seu terceiro álbum de originais, lançado em 2005, ao primeiro concerto em que os vimos, na Aula Magna, a promover "Boxer", de 2007, e que deu direito a uma ida às urgências de Sta. Maria, os The National foram aquele segredozinho bem guardado. Era só nosso, apenas o partilhávamos com os amigos mais próximos e que confiávamos ter um bom gosto musical. Era ao som de "Fake Empire" que se dançava com quem se partilha a vida.
Mas "Boxer" foi grande demais para a nossa pequena discoteca. Alguém o roubou, alguém o emprestou, alguém o pôs a tocar e foi o fim do nosso segredo. Deixámos o mundo conhecê-lo e fizemos outros felizes. Os The National ficaram mais conhecidos, globalizaram-se, mas não deixaram de fazer grandes álbuns: "High Violet" (2010), "Trouble Will Find Me" (2013) e "Sleep Well Beast" (2017).
Chegados a 2019, sabemos que o nosso segredo terrivelmente mal guardado tem um novo disco. Chama-se "I Am Easy to Find" e vai ser lançado a 17 de maio, com direito a uma curta-metragem do escritor/designer gráfico/realizador Mike Mills, que já fez vídeos para os Air, Les Rythmes Digitales, Blonde Redhead, The Divine Comedy e Pulp, assim para citar uns quantos. As longas metragens "Thumbsucker", "Beginners" e "20th Century Women" também são dele. É outro tipo por quem também temos um carinho especial.
Vai daí, com tanta coisa boa junta, achámos que seria hora de mostrar o que os The National andaram a fazer com Mike Mills. E que envolveu também a actriz sueca Alicia Vikander. Fiquem com o trailer da curta e o primeiro single do álbum, "Light Years".
Vá, contem aos vossos amigos com bom gosto que o nosso segredo continua vivo e a fazer-nos sorrir.
Da descoberta da banda norte-americana através de "Alligator", o seu terceiro álbum de originais, lançado em 2005, ao primeiro concerto em que os vimos, na Aula Magna, a promover "Boxer", de 2007, e que deu direito a uma ida às urgências de Sta. Maria, os The National foram aquele segredozinho bem guardado. Era só nosso, apenas o partilhávamos com os amigos mais próximos e que confiávamos ter um bom gosto musical. Era ao som de "Fake Empire" que se dançava com quem se partilha a vida.
Mas "Boxer" foi grande demais para a nossa pequena discoteca. Alguém o roubou, alguém o emprestou, alguém o pôs a tocar e foi o fim do nosso segredo. Deixámos o mundo conhecê-lo e fizemos outros felizes. Os The National ficaram mais conhecidos, globalizaram-se, mas não deixaram de fazer grandes álbuns: "High Violet" (2010), "Trouble Will Find Me" (2013) e "Sleep Well Beast" (2017).
Chegados a 2019, sabemos que o nosso segredo terrivelmente mal guardado tem um novo disco. Chama-se "I Am Easy to Find" e vai ser lançado a 17 de maio, com direito a uma curta-metragem do escritor/designer gráfico/realizador Mike Mills, que já fez vídeos para os Air, Les Rythmes Digitales, Blonde Redhead, The Divine Comedy e Pulp, assim para citar uns quantos. As longas metragens "Thumbsucker", "Beginners" e "20th Century Women" também são dele. É outro tipo por quem também temos um carinho especial.
Vai daí, com tanta coisa boa junta, achámos que seria hora de mostrar o que os The National andaram a fazer com Mike Mills. E que envolveu também a actriz sueca Alicia Vikander. Fiquem com o trailer da curta e o primeiro single do álbum, "Light Years".
Vá, contem aos vossos amigos com bom gosto que o nosso segredo continua vivo e a fazer-nos sorrir.
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segunda-feira, 25 de março de 2019
R.I.P. - XXII
Murro no estômago: perdemos Scott Walker.
Aos 76 anos de idade, desaparece um dos artistas norte-americanos que melhor combinou a luz e a escuridão na criação de peças musicais.
Nascido Noel Scott Engel, foi com o apelido artístico de Walker que o mundo o descobriu e venerou. Formou os The Walker Brothers, em 1964, com John Maus e a Gary Leeds, que também se tornaram Walker. Entre 1965 a 1967, conquistaram os tops mundiais com clássicos pop, chegando a rivalizar com os The Beatles nos tops ingleses. Mas Scott Walker não era fã do estrelato nem da fama popularucha, e, em 1967, decide começar a compor e a gravar a solo. Edita quatro álbuns absolutamente essenciais: "Scott" (1967), "Scott 2" (1968), "Scott 3" (1969) e "Scott 4" (1969), todos sob a sombra de Jacques Brel, de quem Scott era um fã assumido.
Os The Walker Brothers voltam a reunir-se em 1975 e, ao fim de dois álbuns banais, decidem assumir toda a escrita e composição de "Nite Flights", álbum maior de 1978. Scott Walker ensaia nesse álbum novos métodos de trabalho e de criação, que o inspiram para a sua futura obra a solo. A pop é afastada do seu repertório, o rock alternativo e os movimentos avant-garde entranham-se na obra de Walker. As duas décadas seguintes apenas testemunharam dois discos de originais, "Climate of Hunter" (1984) e "Tilt" (1995). Este último é uma obra fascinante, visceral e difícil, que cruza o rock industrial com música clássica. "The Drift" (2006), "Bish Bosch" (2012) e "Soused" (2014) são obras de maturidade da veia experimentalista iniciada em "Tilt", discos de difícil audição para o ouvinte comum, mas referências musicais únicas para inconformistas e melómanos.
Scott Walker compôs também bandas sonoras para "Pola X" (1999), de Léos Carax, "The Childhood of a Leader" (2016) e "Vox Lux" (2018), ambos de Brady Corbet.
Na hora da despedida, recordamos momentos marcantes da obra de Scott: "After The Lights Go Out", de "The Sun Ain't Gonna Shine Anymore" (1966), "It's Raining Today", de "Scott 3", e "Farmer in the City (Remembering Pasolini)", de "Tilt".
Aos 76 anos de idade, desaparece um dos artistas norte-americanos que melhor combinou a luz e a escuridão na criação de peças musicais.
Nascido Noel Scott Engel, foi com o apelido artístico de Walker que o mundo o descobriu e venerou. Formou os The Walker Brothers, em 1964, com John Maus e a Gary Leeds, que também se tornaram Walker. Entre 1965 a 1967, conquistaram os tops mundiais com clássicos pop, chegando a rivalizar com os The Beatles nos tops ingleses. Mas Scott Walker não era fã do estrelato nem da fama popularucha, e, em 1967, decide começar a compor e a gravar a solo. Edita quatro álbuns absolutamente essenciais: "Scott" (1967), "Scott 2" (1968), "Scott 3" (1969) e "Scott 4" (1969), todos sob a sombra de Jacques Brel, de quem Scott era um fã assumido.
Os The Walker Brothers voltam a reunir-se em 1975 e, ao fim de dois álbuns banais, decidem assumir toda a escrita e composição de "Nite Flights", álbum maior de 1978. Scott Walker ensaia nesse álbum novos métodos de trabalho e de criação, que o inspiram para a sua futura obra a solo. A pop é afastada do seu repertório, o rock alternativo e os movimentos avant-garde entranham-se na obra de Walker. As duas décadas seguintes apenas testemunharam dois discos de originais, "Climate of Hunter" (1984) e "Tilt" (1995). Este último é uma obra fascinante, visceral e difícil, que cruza o rock industrial com música clássica. "The Drift" (2006), "Bish Bosch" (2012) e "Soused" (2014) são obras de maturidade da veia experimentalista iniciada em "Tilt", discos de difícil audição para o ouvinte comum, mas referências musicais únicas para inconformistas e melómanos.
Scott Walker compôs também bandas sonoras para "Pola X" (1999), de Léos Carax, "The Childhood of a Leader" (2016) e "Vox Lux" (2018), ambos de Brady Corbet.
Na hora da despedida, recordamos momentos marcantes da obra de Scott: "After The Lights Go Out", de "The Sun Ain't Gonna Shine Anymore" (1966), "It's Raining Today", de "Scott 3", e "Farmer in the City (Remembering Pasolini)", de "Tilt".
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Quase bíblicos.
Os belgas dEUS regressam, uma vez mais, a Portugal, no caso para dois concertos comemorativos do 20º aniversário do lançamento de "The Ideal Crash", o seu terceiro álbum de estúdio, originalmente editado em 1999, do qual um dos destaque foi este "Instant Street".
O Hard Club, no Porto, e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, fazem assim parte de uma digressão com 20 espectáculos, onde serão tocadas as 10 faixas do álbum, entretanto remasterizado e com nova edição em vinil. Tudo a antecipar o oitava álbum de originais, com lançamento previsto para o corrente ano.
O Hard Club, no Porto, e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, fazem assim parte de uma digressão com 20 espectáculos, onde serão tocadas as 10 faixas do álbum, entretanto remasterizado e com nova edição em vinil. Tudo a antecipar o oitava álbum de originais, com lançamento previsto para o corrente ano.
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Lisboa, Portugal
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
A actriz cantadeira.
Emmanuelle Seigner já nos habitou a diversas incursões pelo mundo da música, como o comprovam os seus álbuns "Dingue" (2010) ou "Distant Lover" (2014). A actriz de "Frantic" ou "The Ninth Gate", ambos realizados pelo esposo, Roman Polanski", contribui com a sua voz para esta canção dos The Limiñanas, intitulada "Shadow People", do LP de 2018 homónimo ao single.
Não será propriamente pela sua carreira musical que Emmanuelle será recordada, mas neste caso a contribuição é bastante interessante, num registo sonoro global a fazer lembrar os Black Rebel Motorcycle Club.
Não será propriamente pela sua carreira musical que Emmanuelle será recordada, mas neste caso a contribuição é bastante interessante, num registo sonoro global a fazer lembrar os Black Rebel Motorcycle Club.
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Ainda na Coreia, mas mais a norte.
Os eslovenos Laibach (nome alemão para Liubliana, a capital da Eslovénia) sempre foram um ovni na música moderna europeia. O projecto nascido em Trbovlje, no ano de 1980, nunca se pautou pelo convencional nem pelo facilitismo. A atitude provocatória dos Laibach, que basearam a sua imagem nos arquétipos visuais de regimes totalitários nacionalistas, rapidamente chocou com as 'soviéticas' Eslovénia e Jugoslávia da época. Musicalmente, o começo dos Laibach também não foi de fácil digestão: som pesado, altamente influenciado pelo rock industrial e vocalizações guturais, cortesia do cantor Milan Fras. Para uma melhor compreensão da carreira dos Laibach recomendamos a consulta da biografia oficial na página da banda.
Mas como é de novidades que gostamos, vamos ao que interessa: o novo disco que os Laibach vão editar no dia 23 de novembro, "The Sound of Music". O nome não vos é estranho? Pois então lembrem-se de Julie Andrews a rodopiar nos Alpes, criancinhas loiras a cantar na Áustria nazi e a RTP a passar esta porcaria em todas as tardes do dia de Natal. Exactamente, esse "The Sound of Music", ou "Música no Coração", como chamaram por cá...
Para juntar mais confusão a uma posta já bizarra, falta perceber o que é que a Coreia do Norte tem a ver com esta salgalhada europeia. Aqui fica a resposta oficial da banda:
The Sound of Music was conceived when Laibach were infamously invited to perform in North Korea in 2015. The band performed several songs from the 1965 film’s soundtrack at the concert in Pyongyang, chosen by Laibach as it’s a well-known and beloved film in the DPRK and often used by schoolchildren to learn English. Laibach are joined by Boris Benko (Silence) and Marina Mårtensson on vocals and the album gives the Laibach treatment to tracks such as ‘My Favorite Things’, ‘Edelweiss’, ‘Do-Re-Mi’ and ‘Maria’, here reworked as ‘Maria / Korea’ (“How do you solve a problem like Maria / Korea?”).
Os singles conhecidos são estes: "The Sound of Music", realizado por Morten Traavik e Uģis Olte, e "My Favorite Things", de Tomislav Gangl e Luka Karlin.
Perturbador e bonito. São os adjectivos que se impõem.
Mas como é de novidades que gostamos, vamos ao que interessa: o novo disco que os Laibach vão editar no dia 23 de novembro, "The Sound of Music". O nome não vos é estranho? Pois então lembrem-se de Julie Andrews a rodopiar nos Alpes, criancinhas loiras a cantar na Áustria nazi e a RTP a passar esta porcaria em todas as tardes do dia de Natal. Exactamente, esse "The Sound of Music", ou "Música no Coração", como chamaram por cá...
Para juntar mais confusão a uma posta já bizarra, falta perceber o que é que a Coreia do Norte tem a ver com esta salgalhada europeia. Aqui fica a resposta oficial da banda:
The Sound of Music was conceived when Laibach were infamously invited to perform in North Korea in 2015. The band performed several songs from the 1965 film’s soundtrack at the concert in Pyongyang, chosen by Laibach as it’s a well-known and beloved film in the DPRK and often used by schoolchildren to learn English. Laibach are joined by Boris Benko (Silence) and Marina Mårtensson on vocals and the album gives the Laibach treatment to tracks such as ‘My Favorite Things’, ‘Edelweiss’, ‘Do-Re-Mi’ and ‘Maria’, here reworked as ‘Maria / Korea’ (“How do you solve a problem like Maria / Korea?”).
Os singles conhecidos são estes: "The Sound of Music", realizado por Morten Traavik e Uģis Olte, e "My Favorite Things", de Tomislav Gangl e Luka Karlin.
Perturbador e bonito. São os adjectivos que se impõem.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018
O verdadeiro fenómeno coreano.
Nos tempos que correm, sempre que recebemos novidades da península da Coreia, ou levamos com mais um capítulo do romance entre o ditador do Norte e o aspirante a ditador do Norte das Américas, ou alguém juntou mais uma dúzia de adolescentes do Sul e pariu uma nova banda de K-pop. Nem os gigantes tecnológicos coreanos conseguem ter tanto destaque nas redes sociais como estes dois quistos sebáceos têm tido nos últimos anos...
Felizmente que, no meio de tanta porcaria, há sempre um raio de luz que restaura a nossa fé na capacidade criativa da humanidade. Chamam-se Jambinai, são duas senhoras, Kim Bo-mi e Sim Eun-yon, e um senhor, Lee Il-woo, e são oriundos de Seoul. Praticam uma sonoridade que se pode encaixar no post-rock, com laivos de metal, conseguida através do cruzamento de guitarras e bateria com instrumentos musicais típicos da Coreia como o haegeum, o taepyeongso, o piri e o geomungo. Parece estranho, mas é absolutamente delicioso.
Façam o favor de descobrir estes talentos sul-coreanos nos vídeos de "Time Of Extinction", do álbum de estreia "Différance", ou as actuações ao vivo dos temas "They Keep Silence" e "For Everything That You Lost".
Curiosidade: os Jambinai foram um dos momentos altos da cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 2018, em Pyeongchang. Espreitem aqui.
Felizmente que, no meio de tanta porcaria, há sempre um raio de luz que restaura a nossa fé na capacidade criativa da humanidade. Chamam-se Jambinai, são duas senhoras, Kim Bo-mi e Sim Eun-yon, e um senhor, Lee Il-woo, e são oriundos de Seoul. Praticam uma sonoridade que se pode encaixar no post-rock, com laivos de metal, conseguida através do cruzamento de guitarras e bateria com instrumentos musicais típicos da Coreia como o haegeum, o taepyeongso, o piri e o geomungo. Parece estranho, mas é absolutamente delicioso.
Façam o favor de descobrir estes talentos sul-coreanos nos vídeos de "Time Of Extinction", do álbum de estreia "Différance", ou as actuações ao vivo dos temas "They Keep Silence" e "For Everything That You Lost".
Curiosidade: os Jambinai foram um dos momentos altos da cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 2018, em Pyeongchang. Espreitem aqui.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Apelo às armas.
O álbum chama-se "Songs Of Resistance 1942 - 2018" e tem edição marcada para esta sexta-feira, dia 14 de setembro. A guitarra de Marc Ribot está de volta e trouxe um convidado especialíssimo, o sr. Tom Waits, que dá voz a “Bella Ciao”, um clássico da luta antifascista italiana.
A propósito da escolha deste tema, Ribot declarou o seguinte:
I played Tom a bunch of the tunes and he immediately bonded with that one (...). “Of course, he brings a certain gravitas to everything he does — my Italian friends say he sounds exactly like an old ‘partigiano’ (resistance fighter)!
O vídeo é de Jem Cohen.
A propósito da escolha deste tema, Ribot declarou o seguinte:
I played Tom a bunch of the tunes and he immediately bonded with that one (...). “Of course, he brings a certain gravitas to everything he does — my Italian friends say he sounds exactly like an old ‘partigiano’ (resistance fighter)!
O vídeo é de Jem Cohen.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Pelas ondas da rádio - XVIII
"Bring it On", álbum de estreia dos ingleses Gomez (o acutilante Dj Bruto já falou deles aqui), foi um dos melhores discos de 1998. 20 anos depois a banda oferece aos fãs uma edição comemorativa do álbum com quatro discos: álbum original, lados B e 35 faixas nunca editadas, gravadas entre 1997 e 1998!
Fiquem com uma das bandas rock mais fascinantes do final do século XX, ao vivo na nossa KEXP, com quatro clássicos de ""Bring it On": "Whippin' Piccadilly", "Free To Run", "78 Stone Wobble" e a lindíssima "Tijuana Lady". Não percam a conversa pelo meio que vale a pena.
Fiquem com uma das bandas rock mais fascinantes do final do século XX, ao vivo na nossa KEXP, com quatro clássicos de ""Bring it On": "Whippin' Piccadilly", "Free To Run", "78 Stone Wobble" e a lindíssima "Tijuana Lady". Não percam a conversa pelo meio que vale a pena.
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Não escapem a isto.
O norte-americano Ian Svenonius é uma alma antiga. Daquelas bem conservadas em formol de rock, garage rock, punk, soul, religião e teoria política. Sim, é uma mistura estranha, mas estamos a falar do mentor de bandas com nomes tão fascinantes como Nation of Ulysses, The Make-Up (que, segundo Svenonius, 'inventaram' o som Gospel Yeh-Yeh), Weird War, XYZ, Chain and The Gang e, mais recentemente, os Escape-ism.
Nesta última encarnação, Ian Svenonius convocou o espírito dos Suicide e enfiou-o no cadáver dos The Cramps, baptizando-o de Escape-ism. Com já três álbuns lançados no ano passado, o incansável Svenonius chega a 2018 com 50 anos feitos e sem perceber o significado do verbo abrandar, pois já tem marcado para dia 7 de setembro o lançamento de "The Lost Record", o quarto disco dos Escape-ism.
Familiarizem-se com a doutrina Svenonius através dos singles "Bodysnatcher" e "Nothing Personal".
Os vídeos são da fotógrafa Alexandra Cabral.
Nesta última encarnação, Ian Svenonius convocou o espírito dos Suicide e enfiou-o no cadáver dos The Cramps, baptizando-o de Escape-ism. Com já três álbuns lançados no ano passado, o incansável Svenonius chega a 2018 com 50 anos feitos e sem perceber o significado do verbo abrandar, pois já tem marcado para dia 7 de setembro o lançamento de "The Lost Record", o quarto disco dos Escape-ism.
Familiarizem-se com a doutrina Svenonius através dos singles "Bodysnatcher" e "Nothing Personal".
Os vídeos são da fotógrafa Alexandra Cabral.
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segunda-feira, 16 de julho de 2018
Máquina do tempo. - II
Estávamos em 1978 e o álbum chamava-se "Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!". "Uncontrollable Urge" era a faixa que abria o álbum e que nos acolhia no tresloucado mundo dos norte-americanos Devo.
40 anos depois trazemos os Devo, essa música e a saudável loucura da banda ao vivo em Oakland, California, no Burger Boogaloo 2018.
40 anos depois trazemos os Devo, essa música e a saudável loucura da banda ao vivo em Oakland, California, no Burger Boogaloo 2018.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Ladies And Gentlemen We Are (not yet) Floating In Space.
Brincamos com o título da obra-prima que Jason 'J. Spaceman' Pierce e os seus Spiritualized lançaram em 1997, "Ladies And Gentlemen We Are Floating In Space", para descrever a sensação deixada por "I’m Your Man" (não, não é uma versão do clássico do Leonard Cohen), o novo single da banda.
Tem tudo aquilo a que Pierce nos habituou – as guitarras, os sopros, os coros, o blues americano pela mão de um inglês – mas falta-lhe o botão de ignição para explodir. Esperemos que o álbum "And Nothing Hurt" nos faça voar um bocadinho.
O vídeo é de Juliette Larthe.
Tem tudo aquilo a que Pierce nos habituou – as guitarras, os sopros, os coros, o blues americano pela mão de um inglês – mas falta-lhe o botão de ignição para explodir. Esperemos que o álbum "And Nothing Hurt" nos faça voar um bocadinho.
O vídeo é de Juliette Larthe.
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Tríptico de uma dupla negativa.
Os norte-americanos Low lançam no dia 14 de setembro o seu 12.º álbum de originais. "Double Negative" foi o nome escolhido pela banda de Alan Sparhawk, Mimi Parker e Steve Garrington.
Como aperitivo oferecem-nos um vídeo bem intrigante que reúne três músicas do novo álbum – "Quorum" (realização de Ben Chisholm), "Dancing and Blood" (de Karlos Rene Ayala) e "Fly" (de Mark Pellington) – numa curta metragem a que chamaram "Double Negative Triptych".
Bem esgalhado!
Como aperitivo oferecem-nos um vídeo bem intrigante que reúne três músicas do novo álbum – "Quorum" (realização de Ben Chisholm), "Dancing and Blood" (de Karlos Rene Ayala) e "Fly" (de Mark Pellington) – numa curta metragem a que chamaram "Double Negative Triptych".
Bem esgalhado!
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segunda-feira, 28 de maio de 2018
Mau feitio e muito ruído às Portas de S. Antão.
O Coliseu de Lisboa recebe hoje à noite uma das bandas mais importantes da música alternativa escocesa, os The Jesus And Mary Chain. Os irmãos Reid andam em digressão a promover o seu mais recente trabalho "Damage and Joy", mas o que a malta quer mesmo são os clássicos. Não é que as novas músicas sejam más, mas quem tem estas bombas no seu repertório, tem fãs para o resto da vida.
Curiosidade: o vídeo de "You Trip Me Up" foi filmado em Lagos, no Algarve, no prosaico ano de 1985.
Curiosidade: o vídeo de "You Trip Me Up" foi filmado em Lagos, no Algarve, no prosaico ano de 1985.
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sexta-feira, 6 de abril de 2018
Na foz do Mersey.
Da Liverpool que visitámos à "Liverpool Revisited" que os Manic Street Preachers apresentam como o seu novo single, aqui fica um retrato de uma cidade que se reinventou e da sua orgulhosa população.
O álbum chama-se "Resistance Is Futile" e sai em breve.
O álbum chama-se "Resistance Is Futile" e sai em breve.
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quarta-feira, 21 de março de 2018
Preocupações recentes. - IV
É já esta sexta-feira, dia 23, que é editado "New Material", o novo álbum dos Preoccupations. Trazemos hoje o mais recente single, "Disarray". Não é tão pujante como o anterior "Espionage", mas mantém a bitola lá em cima.
O vídeo é do animador inglês RUFFMERCY. Vale a pena espreitar mais trabalhos deste artista na sua página oficial.
O vídeo é do animador inglês RUFFMERCY. Vale a pena espreitar mais trabalhos deste artista na sua página oficial.
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Preoccupations
terça-feira, 6 de março de 2018
Regresso das manas Deal.
Novo álbum das "The Breeders", que marca o regresso das manas Deal ao estúdio, 10 anos depois do último LP de originais, "Mountain Battles".
Este "Wait in the Car" já é conhecido há algum tempo, sendo que a 4AD lançou entretanto novo single, "All Nerve", homónimo ao álbum.
O som é... Breeders. O que é muito bom. Estamos em presença de artistas que não têm nada a provar; estão confortáveis com a idade que têm e com o que podem oferecer. Óptima confirmação.
Este "Wait in the Car" já é conhecido há algum tempo, sendo que a 4AD lançou entretanto novo single, "All Nerve", homónimo ao álbum.
O som é... Breeders. O que é muito bom. Estamos em presença de artistas que não têm nada a provar; estão confortáveis com a idade que têm e com o que podem oferecer. Óptima confirmação.
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