Mostrar mensagens com a etiqueta Rock. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rock. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de março de 2020

Vamos "pretender" que não se passa nada...

Também a regressarem como nós temos os The Pretenders, com a inconfundível voz da senhora Chrissie Hynde. Mais de 40 anos depois do primeiro álbum, homónimo, a banda inglesa regressa com "Hate for Sale", a ser lançado (a ver vamos se não é adiado) lá para 1 de Maio.

Como primeiro avanço temos este "The Buzz", ainda sem vídeo. Destaque neste álbum para a produção, a cargo de Stephen Street, habitualmente aos comandos dos álbuns dos Blur, para além de ser o primeiro esforço de colaboração criativa entre Hynde e o guitarrista James Walbourne.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Eco-disco.

Johnny Marr, a parte tragável dos The Smiths, tem tido uma actividade profícua nos últimos tempos. Depois de ter lançado no ano passado o seu quarto álbum a solo (incluindo o que gravou com os The Healers), "Call the Comet", temos agora um single isolado, eventualmente a incluir num próximo LP que Marr já disse estar em fase de preparação.

"Armatopia" debruça-se sobre um tema actual: as alterações climáticas e as políticas incongruentes que os governos de diversos países do mundo têm assumido sobre esta temática. Em entrevista à NME, Marr aponta já que o seu próximo álbum será um "eco-disco", com a ecologia e o ambiente como temas centrais. "Armatopia" soa a New Order, o que não é necessariamente mau (sendo que, neste caso, também não é necessariamente entusiasmante). Aguardemos pelos capítulos que se seguem.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Manias de grandeza.

Em 1992, os Primal Scream tinham o rei na barriga: "Screamdelica" era um fenómeno global, quer de vendas, quer de crítica, valendo-lhes um Mercury Music Prize, eram citados e referenciados por todas as publicações da especialidade e esgotavam os recintos onde actuavam. Eram uns senhores.

Entre esse ano e 94, a trupe de Bobby Gillespie, Andrew Innes e Martin Duffy gravou e editou "Give Out But Don't Give Up". Entre Londres e Memphis, os Primal Scream acharam que podiam ser os novos The Rolling Stones e enveredaram por uma sonoridade cheia de referências R&B, Delta Blues e Rock N'Roll. A rádio adorava canções como "Rocks" e "Jailbird", mas os fãs que tinham descoberto os Primal Scream, via a onda acid-house de "Screamdelica", estavam lixados da vida. Felizmente, em 1997, a banda sossegou os seguidores mais hardcore com o magnífico "Vanishing Point".

24 anos depois, aproveitando a onda de nostalgia que se abate sobre as bandas com carreiras longas, os Primal Scream decidiram recuperar as gravações originais de "Give Out But Don't Give Up" feitas em Memphis, editando-as com o título "Give Out But Don’t Give Up - The Original Memphis Recordings". Estas novas (velhas) versões soam mais soul, com mais ênfase nos metais que adornavam as músicas. Não são melhores nem piores do que aquilo que conhecemos da década de 1990. Uns fãs ficarão contentes, outros completamente desinteressados por este achado arqueológico.

Façam o vosso juízo dos 'novos' "Jailbird", "Rocks" e "Big Jet Plane", que teve direito a vídeo, ao melhor estilo fomos-uns-gandas-malucos...





terça-feira, 28 de agosto de 2018

Não escapem a isto.

O norte-americano Ian Svenonius é uma alma antiga. Daquelas bem conservadas em formol de rock, garage rock, punk, soul, religião e teoria política. Sim, é uma mistura estranha, mas estamos a falar do mentor de bandas com nomes tão fascinantes como Nation of Ulysses, The Make-Up (que, segundo Svenonius, 'inventaram' o som Gospel Yeh-Yeh), Weird War, XYZ, Chain and The Gang e, mais recentemente, os Escape-ism.

Nesta última encarnação, Ian Svenonius convocou o espírito dos Suicide e enfiou-o no cadáver dos The Cramps, baptizando-o de Escape-ism. Com já três álbuns lançados no ano passado, o incansável Svenonius chega a 2018 com 50 anos feitos e sem perceber o significado do verbo abrandar, pois já tem marcado para dia 7 de setembro o lançamento de "The Lost Record", o quarto disco dos Escape-ism.

Familiarizem-se com a doutrina Svenonius através dos singles "Bodysnatcher" e "Nothing Personal".

Os vídeos são da fotógrafa Alexandra Cabral.



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Rezingão, mas com alguma razão. - II

Voltamos a "Low In High School", o mais recente de Morrissey, para ouvir o novo single "Jacky's Only Happy When She's Up on the Stage".

O vídeo foi realizado por Robert Hales e conta com o Moz&Co. a darem um pezinho de dança. Divertido, no mínimo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Cogumelo do tempo.

Continuam vivos, continuam a fazer música e continuam a ser relevantes.
Os Blondie, da eterna Debbie Harry e de Chris Stein, lançaram um álbum novo em maio passado. Chama-se "Pollinator" e não envergonha ninguém.

O mais recente single é este "Doom or Destiny", cujo vídeo está bem apetrechado de sátira política. Pareceu-nos bem. Siga!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Rezingão, mas com alguma razão.

Steven Patrick Morrissey está de regresso com um novo trabalho de originais. Chama-se "Low In High School" e tem data de lançamento para dia 17 de novembro. De Morrissey não esperamos poesia ligeira. Esperamos desencanto, raiva, apelo e revolta. "Spent the Day in Bed", o primeiro single, tem isso tudo e ainda um órgão gingão.

Pode ser um velho rezingão, mas ainda vale a pena dar-lhe ouvidos.

O vídeo conta com a participação do futebolista Joey Barton (uma jóia de pessoa) e do artista de burlesco David Hoyle.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

R.I.P. - XIV

"Learning to Fly" é, provavelmente, uma das músicas mais conhecidas de Tom Petty, a par de outros sucessos comerciais como "American Girl", "Refugee" ou "Mary Jane's Last Dance". Em conjunto com os seus The Heartbreakers, definiram durante 40 anos aquilo que muitos associam ao heartland rock, um género musical de rock que evita ao máximo os sintetizadores, dando ênfase às guitarras, com sonoridades próximas do country e do americana e temas que destacam a América rural e trabalhadora.

Para além dos Heartbreakers, Petty também teve um curto período de destaque com os Traveling Wilburys, um super-grupo constituído por ele e por Bob Dylan, George Harrison, Jeff Lynne e Roy Orbison.

Morreu hoje de ataque cardíaco, aos 66 anos. Como muitos outros, demasiado cedo.



E mais este "I Won't Back Down", do álbum de "Full Moon Fever", de 1989, curiosamente o primeiro álbum a solo de Petty, ou seja, sem os seus Heartbreakers (ainda que alguns dos membros dos Heartbreakers e dos Wilburys tenham participado na sua gravação e mesmo no videoclipe). E é sempre bom ver Ringo Starr (que de facto não tocou bateria no álbum) e George Harrison a partilharem o palco.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Um mundo muito dele.

Adam Granduciel escreveu, compôs, tocou (quase tudo) e produziu "A Deeper Understanding", o novo álbum dos The War on Drugs, o quarto de originais. Ouvir o novo disco é voltar a pedir boleia a Granduciel na sua carripana e, enquanto ele desabafa sobre o que lhe vai na cabeça, leva-nos a passear pelo seu mundo melancólico, mas sempre luminoso.

Fiquem com dois singles do novo trabalho: "Holding On", cujo vídeo foi realizado por Brett Haley e que conta com a actuação de Frankie Faison (olá fãs do "The Wire") e do próprio Granduciel; e "Pain", com Emmett Malloy na realização do vídeo.



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sonhos nipónicos.

O nome veio do filme de 1968 "Planet of the Apes", baseado no livro de Pierre Boulle, "La Planète des Singes". Para quem não conhece a história, Cornelius era uma das personagens principais, um chimpanzé arqueólogo e historiador. No que toca a macacadas a história fica por aqui, porque o que interessa mesmo é Keigo Oyamada, o japonês de quarenta e oito anos que se apresenta ao mundo como Cornelius e que, desde 1994, anda a pegar na pop e kitch ocidental e a dar-lhe o tratamento Shibuya-kei, um género musical que nasceu no bairro de Shibuya (Tóquio), em que o corta-e-cola, experimentalismo e mixes marados são os reis da festa.

O resto do mundo descobriu-o em 1997, na obra prima "Fantasma", onde Cornelius cita três "B" como influências maiores: Bach, Burt Bacharach e Brian Wilson, ao mesmo tempo que os enfia numa misturadora com estilos musicais tão diferentes como tropicalismo, rock, electrónica, punk e muzak. "Fantasma" foi um dos discos mais rodados na aparelhagem nesse ano. A cada audição uma nova descoberta sonora, sempre fascinante.

Vinte anos depois e com dois discos pelo meio, "Point" (2001) e "Sensuous" (2006), Cornelius lança hoje um novo disco: "Mellow Waves". Ainda só conhecemos três músicas novas, mas a que nos cativou mais foi o último single, "In a Dream". O vídeo é de groovisions e é uma delícia de animação digital.

Recordamos também dois clássicos, "Drop - Do It Again" de "Point" e a maluqueira sónica que abria "Fantasma": "Mic Check".

Boa viagem!





sexta-feira, 10 de março de 2017

E o sample é de...

"Baba O'Riley", dos The Who, música gravada em 1971 para o álbum "Who's Next", aqui usada com mestria pelos The Chemical Brothers, em "Escape Velocity", do álbum de 2010 "Further".

Doze minutos de electrónica, para servir de banda sonora ao sol que está lá fora.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Versões - LXIII

Em vésperas da tomada de posse da besta do apocalipse, trazemos uma cover de "Interesting Drug", um original de Morrissey, que os OK Go tornam numa possível banda sonora para os tempos que aí vêm.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lust for life!!

69 anos.
69 anos e faz isto.
James Newell Osterberg Jr., mais conhecido por Iggy Pop, ao vivo no Later... with Jools Holand, secundado pelo maestro Josh Homme (Queens of The Stone Age), que traz consigo Dean Fertita (QOTSA) e Matt Helders (Arctic Monkeys), a banda que o ajudou a pôr em pé o seu último álbum de originais, "Post Pop Depression", editado este ano.

69 anos! Filho da p...



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Ele e nós.

A 29 de maio deste ano passarão dezanove anos sobre o falecimento de Jeff Buckley, uma das vozes fundamentais do final do século XX. A história do filho de Tim Buckley é já sobejamente conhecida, com direito a filmes e tudo, e a versão que ele fez de "Hallelujah", de Leonard Cohen, é uma das pouquíssimas versões melhores que o original. Dito isto, vamos directos ao assunto que traz aqui, hoje, a memória de Buckley: a edição do álbum "You and I". Lançado na quinta feira passada, o disco recolhe gravações do músico a interpretar originais e versões de canções dos The Smiths, Bob Dylan, Sly & The Family Stone e Led Zeppelin, entre outros.

Em jeito de single de promoção ao álbum, chega-nos a versão de "I Know Its Over", dos The Smiths, que Jeff Buckley já tinha apresentado ao vivo várias vezes. As primeiras audições à música deixaram-nos uma boa impressão, apesar de, lá pelo meio, sentirmos algum falseamento da voz, feito artificialmente em estúdio, esticando-a entre verso e refrão, possivelmente para colmatar alguns defeitos do material original das gravações. Não há bela sem senão.

Quanto ao vídeo, realizado pela fotógrafa Amanda Demme, é demasiado 'poético-ó-pastoril', demasiado bonitinho à la Terrence Malick.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A Senhora.

Um dos momentos mais vitais da história da música popular do século XX é hoje relembrado, na íntegra, no Coliseu dos Recreios de Lisboa.
Patti Smith presenteia-nos com o seu álbum de estreia, "Horses", de 1975, e mais uns quantos hinos à inteligência e libertação, como este "People Have The Power".

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Novidades telegráficas. - XVII

Os neo-zelandeses Unknown Mortal Orchestra (UMO) lançaram há uns meses o seu terceiro álbum de originais, "Multi-Love". Este trabalho sucede ao aclamado "II" que os colocou na ribalta do movimento de neo-psicadelismo que por aí anda. Apesar de algumas mudanças sonoras neste novo trabalho, ouvir os UMO ainda continua a ser uma bela trip. Basta espreitar este bem dançável "Can't Keep Checking My Phone", o novo single da banda.
O video é de Dimitri Basl e Cooper Roussel.




Quem também tem álbum novo são os Dead Weather, de Jack White, Alison Mosshart, Dean Fertita e Jack Lawrence. "Dodge and Burn" é o nome da besta negra que será editada no final do mês. A primeira garra a ser mostrada é este “I Feel Love (Every Million Miles)", aqui em versão ao vivo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Com farinheira.

Ninguém passa fome aqui, e como os Djs Bruto e Ruto gostam de ter os frequentadores do seu estaminé bem alimentados, decidimos pegar na temática ovos e juntar-lhes restos de proteína de um animal de grande gabarito: o Sr. Josh Homme. Mistura-se bem com a farinha do Sr. Jesse Hughes e temos a famosa farinheira de Palm Desert, na California, mundialmente conhecida como Eagles of Death Metal (EODM para os amigos). É um produto de travo azeiteiro e gosto duvidoso, mas servido sempre com o melhor humor e guitarradas que o Rock'N'Roll tem para oferecer.

Para gáudio dos apreciadores de EODM, vai ser lançado na quarta-feira uma apetitosa variante, com o sugestivo nome de "Zipper Down". Apresentamos em exclusivo local a embalagem de tão esperado produto e a primeira amostra para irem trincando. Chama-se "Complexity" e é bem saborosa. Como a embalagem!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Muito, muito, obrigado, Sr. Stewart!

Ao fim de 16 anos a apresentar um dos melhores programas de televisão e a ser a consciência crítica de uns EUA cada vez mais bipolares, Jon Stewart despediu-se ontem do Daily Show, com muita emoção e com um grande momento zen. O boss Bruce Springsteen deu-nos a banda sonora perfeita para dizermos, entre lágrimas e sorrisos, um "até já" (por favor!) a Stewart.

E é claro que o final teve de ser ao som de "Born To Run"...

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Problemas de auto-estima.

O músico norte-americano Kurt Vile tem novo álbum, que se chama "b'lieve i'm goin down".
Estamos no território da América equivocada da cabeça e com um desalento evidente.
Mas não deixa de ser rock n'roll com alma, como podem atestar no single "Pretty Pimpin".

O video é de Daniel Henry.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O futuro também se faz do passado.

Depois de ver o artístico clip do mais recente trabalho da Peaches publicado pelo camarada Ruto, façamos marcha atrás e regressemos a uma altura em que a música tinha como destaque essencial uma coisa: a música. Nada contra a Peaches e luzes analíticas. Estamos apenas a falar de dois momentos muito distintos, com cerca de 50 anos de diferença entre eles. Sim, este "She's Not There" dos britânicos The Zombies foi o single de estreia desta banda em 1964, lançado através da saudosa Decca Records.

Soa datado? Sim, mas é por isso que deixa de ser bom?