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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

No mínimo... diferente.

"Real People, Not Actors" é uma das músicas do recente "Am I Using Content Or Is Content Using Me?" da dupla Raime, composta por Joe Andrews e Tom Halstead.

Experimentações musicais que apontam para uma evolução do som dos Raime para além daquilo que eles nos ofereciam sob o alias Yally.

Agora vou só ali ligar para o programa da Cristina... pode ser que ela me atenda. Até já.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Frio (quase) árctico.

Os Kiasmos são um projecto faroé-islandês já com alguns anos de estrada, ainda que só tenham um LP no seu historial (e vários EPs, é verdade). Electrónica muito suave, a vogar entre o Deep House, Minimal e Ambient, são uma banda sonora perfeita para as paisagens geladas dos respectivos países de origem. Não sendo a primeira vez que falamos na banda aqui do Duotron, não faz mal nenhum fazermos uma revisitação.

Havendo falta de vídeos de qualidade da banda, recorro à muito querida (do DJ Ruto, mas também minha) KEXP, para uma performance ao vivo de "Looped", do álbum homónimo à banda.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Bjorkest.

Goste-se ou não, um facto é inegável: a Bjork é única e tem um som impossível de imitar. Nem vale a pena tentar fazer algo parecido. Vai de certeza ficar longe.

É editado hoje o novo "Utopia", através da One Little Indian Records, o nono álbum de estúdio da islandesa. Temos já dois vídeos para ilustrar a coisa, também eles muito "bjorkianos". Este "The Gate":



E este "Blissing Me":

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sonhos nipónicos.

O nome veio do filme de 1968 "Planet of the Apes", baseado no livro de Pierre Boulle, "La Planète des Singes". Para quem não conhece a história, Cornelius era uma das personagens principais, um chimpanzé arqueólogo e historiador. No que toca a macacadas a história fica por aqui, porque o que interessa mesmo é Keigo Oyamada, o japonês de quarenta e oito anos que se apresenta ao mundo como Cornelius e que, desde 1994, anda a pegar na pop e kitch ocidental e a dar-lhe o tratamento Shibuya-kei, um género musical que nasceu no bairro de Shibuya (Tóquio), em que o corta-e-cola, experimentalismo e mixes marados são os reis da festa.

O resto do mundo descobriu-o em 1997, na obra prima "Fantasma", onde Cornelius cita três "B" como influências maiores: Bach, Burt Bacharach e Brian Wilson, ao mesmo tempo que os enfia numa misturadora com estilos musicais tão diferentes como tropicalismo, rock, electrónica, punk e muzak. "Fantasma" foi um dos discos mais rodados na aparelhagem nesse ano. A cada audição uma nova descoberta sonora, sempre fascinante.

Vinte anos depois e com dois discos pelo meio, "Point" (2001) e "Sensuous" (2006), Cornelius lança hoje um novo disco: "Mellow Waves". Ainda só conhecemos três músicas novas, mas a que nos cativou mais foi o último single, "In a Dream". O vídeo é de groovisions e é uma delícia de animação digital.

Recordamos também dois clássicos, "Drop - Do It Again" de "Point" e a maluqueira sónica que abria "Fantasma": "Mic Check".

Boa viagem!





quarta-feira, 3 de maio de 2017

20 anos depois.

Concerto ontem à noite dos Placebo no Coliseu de Lisboa, em comemoração dos 20 anos de carreira. Sala à pinha, muito calor, algumas lágrimas de um público fiel, que demonstrou saber as letras até das músicas menos conhecidas do alinhamento apresentado.

O Blitz apresenta a reportagem do concerto aqui.

Foi o meu terceiro concerto dos Placebo, o segundo no Coliseu de Lisboa. Trouxe boas recordações, suportadas num som muito bem trabalhado, com qualidade, ainda que sem surpresas. O destaque foi verdadeiramente a banda que fez a primeira parte: os Digital 21 + Stefan Olsdal (que, para quem possa não saber, é o baixista/guitarrista dos Placebo). Projeto recente, que junta Olsdal a Miguel Mora, um pioneiro da música electrónica espanhola, demonstrou ter pernas para andar, com um som híbrido entre clássico, electrónico e rock que funcionou muito bem.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Curta mas intensa.

Ash Koosha, diminutivo de Ashkan Kooshanejad, brinda-nos com este "Mudafossil", do seu último álbum "I AKA I", editado o ano passado pela Ninja Tune.

Este multi-instrumentista iraniano está agora radicado no Reino Unido, após ter pedido o estatuto de refugiado na sequência do seu papel no filme "No One Knows About Persian Cats", de Bahman Ghobadi, o qual ganhou um prémio no Festival de Cannes de 2009. O filme retrata as vicissitudes de uma banda num país como o Irão, a cena musical underground e a vontade em sair do país para poderem expressar a sua arte livremente.

Realidade virtual, vídeos totalmente digitais e sintetizadores usados até ao seu limite. Uma receita interessante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

R.I.P. - XI

Faleceu Jaki Liebezeit.

O baterista alemão que tornou célebre o Motorik, a percussão quase maquinal do Krautrock, deixou-nos aos 78 anos de idade. Tornou-se referência mundial como o baterista dos Can, colaborando com gente tão distinta como Brian Eno, Burnt Friedman e Hans Joachim Irmler. Recordamos essa colaboração de Liebezeit com o teclista dos Faust no festival Sonic Protest, em Paris, no ano passado, e puxamos da memória um dos grandes êxitos dos Can, "Paperhouse", do álbum "Tago Mago", de 1971.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Recado fofinho.

Abomina o dia dos namorados (sim, sim!!) ou ficou lixado com uma(o) ex-namorada(o)?

Aqui fica uma dica fabulosa do inglês Powell (dono da Diagonal Records), que se juntou ao dinamarquês Loke Rahbek, para vos trazer o cartão/música ideal!!

Eu sei que a data já passou, mas mandar alguém à m#rda não tem validade.

http://yousaiditwouldbealright.com/


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Peças delicadas.

O duo Matmos, de M. C. Schmidt e Drew Daniel, está de regresso, assim como o projecto a solo de Daniel, The Soft Pink Truth. Para já, "Why Pay More", o novo disco dos The Soft Pink Truth, é uma maravilha para os ouvidos, cheio de colagens hilariantes, servido sobre ritmos que vão do dub step ao house e electro. Já de "Ultimate Care II", que os Matmos vão lançar em fevereiro, só conhecemos este primeiro single, "Ultimate Care II Excerpt Five".
Gostámos.
Queremos mais, por favor.
Bem lavadinho e bem esfregadinho.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Max, o explorador.

Há muitos anos atrás era preciso perceber de música ou saber tocar algum instrumento para se singrar no meio musical. Já na década de 70 não era incomum aparecerem bandas cujos integrantes gostavam de ser músicos mas cuja habilidade para tocar um instrumento era a mesma que eu tenho para fazer massa filo. Hoje em dia, há situações em que o importante é perceber de programação e, eventualmente, ter algum bom gosto. É isso que nos permitem programas como o Max, software criado pela Cycling '74 e cuja última versão beta estável é a 7.0.0.

É baseada nessa desmaterialização musical que nos surge a Holly Herndon, que no seu álbum deste ano "Platform" explora toda as potencialidades da máquina e da tecnologia aplicadas à música. Construções techno minimalistas, vozes etéreas e bytes e bits em profusão. Boa viagem.

P.S.: lembram-se do Max, o explorador, traço de Guy Bara nos fascículos Tintin? http://guybara.blogspot.pt/p/max-lexplorateur.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Serviço público - VIII

O lendário produtor Daniel Lanois continua a promover o seu mais recente trabalho "Flesh and Machine".

Hoje vamos vê-lo a brincar com botões, ao vivo, nos já bem conhecidos Tiny Desk Concerts da NPR, acompanhado de dois grandes músicos: Brian Blade, na percussão, e Jim Wilson, no baixo.

Jazz electrónico? Anda lá perto...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Warp Speed - IV

Quem estiver minimamente identificado com o catálogo da Warp Records não tem dificuldade em imaginar que os Oneohtrix Point Never seriam uma banda a gerir por essa editora. E os mentores da Warp assim o pensaram, resgatando a banda a editoras mais pequenas e lançando em 2013 o álbum "R Plus Seven".

As músicas de Daniel Lopatin, o homem que faz os OPN mexer, podem designar-se como labirínticas e naturalmente experimentais, não desmerecendo outros grandes vultos que lhe fazem companhia nesta editora, como os Flying Lotus ou Aphex Twin.

Não é fácil mas quem disse que tinha de ser?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mais música boa da Islândia.

Estando a chegar ao final do ano já é possível fazer alguns balanços, como é habitual nesta altura. Não consigo, nem nunca consegui, dizer que este álbum ou aquela música foram o melhor do ano, mas sempre é possível afirmar que eles se encontram entre o que de mais interessante se fez durante 2014.

E na vertente de IDM tem de se mencionar o álbum homónimo de Kiasmos, uma dupla da Islândia/Ilhas Faroé que joga com o minimalismo e as melodias electrónicas para criar música de dança experimental inovadora e que merece um dos destaques do ano.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Uma fascinante confusão. - III

Volta não volta, começamos as manhãs de sexta-feira com os Liars.

Hoje trazemos mais uma grande confusão sonora e visual. O novo single "Mask Maker", faixa que abre o último de originais, "Mess", tem letras tão boas como: "Take my pants off, Use my socks, Smell my socks, Eat my face off, (...)", e apresenta um video simples mas soberbo, com um impecável trabalho de fotografia e montagem.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Histórias do gato obeso.

A Fat Cat Records é uma editora inglesa que iniciou actividades no ano de 1997. Dedica-se às franjas mais alternativas e tem um belo lote de artistas que representa, ou representou, tais como: Sigur Rós, Múm, Animal Collective, Frightened Rabbit, The Twilight Sad, Vashti Bunyan, entre outros.

Hoje damos a conhecer um dos trabalhos editados, "Go Go Smear the Poison Ivy" álbum de 2007, dos islandeses Múm, gente de vozes delicó-suaves e instrumentações estranhas, cheias de "blips, blops e bzzs", à falta de melhor descrição. O single que teve direito a video foi este "They Made Frogs Smoke Til They Exploded". E se acham o título bizarro, então vejam a animação...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O reconhecimento devido.

Atirar para cima da mesa o nome de Daniel Lanois pode equivaler a um encolher de ombros colectivo. Poucos saberão quem é este canadiano de 63 anos.

Agora se disser nomes de álbuns como: "The Joshua Tree", "Achtung Baby", "So", "Us", "Oh Mercy" e "Time Out of Mind", muita gente reconhecerá prontamente U2, Peter Gabriel e Bob Dylan. E o que é que o Sr. Lanois tem a ver com tão influentes músicos? Foi apenas o produtor destes e de outros grandes álbuns, desde a década de 80 até à actualidade.

Agora que estamos esclarecidos quanto à identidade e principal ocupação de Daniel Lanois, vamos conhecer o seu trabalho enquanto músico, especialmente agora que ele tem um álbum novo, "Flesh and Machine". E quem, aos 63 anos, ainda está disposto a arriscar um single deste calibre, merece toda a nossa atenção. É claro que o video também ajuda...

Senhoras e senhores, Daniel Lanois com "Sioux Lookout".

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Stephen Samuel Gordon

A homenagem possível neste nosso cantinho ao músico inglês Stephen Samuel Gordon, mais conhecido por The Spaceape. Um cancro estúpido (como o são todos) levou-o precocemente, ontem, dia 2/10.

Ligado à editora Hyperdub, tinha no seu currículo inúmeras colaborações e um percurso muito eclético pelos sons dançantes da música.

Em colaboração com Kode 9 e do álbum de 2011, Black Sun, fica este "Black Sun (Partial Eclipse Version)".

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Tentativa e erro.

Gira o disco, gira a novidade.
Novo single de Son Lux do seu mais recente EP "Alternate Worlds".
Dá pelo nome de "Lost It To Trying (Mouths Only Lying)" e o video é este.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Warp Speed - III

É oficial.
É motivo de regozijo.
É motivo de enorme regozijo.

Pegando nas sábias e sempre oportunas palavras dessa enciclopédia de música electrónica que é o meu companheiro Dj Bruto, temos o regresso do gajo que é grande, MUITO grande!

Richard D. James, no seu alter-ego mais conhecido, Aphex Twin, vai voltar aos discos este ano, com o novo "Syro", após uma ausência de 13 anos. Aqui fica uma amostra da coisa. Promete!!

Warp speed - II

E o que temos nós aqui?

Mais um side project do genial Richard D. James, desta vez sob a capa Polygon Window. "Surfing on Sine Waves" foi um álbum lançado em 1993 através da Warp Records, o segundo da série Artificial Intelligence. Entre a maquinaria que debita estes grandes sons é expectável encontrar o Roland TB-303, Roland TR-606 ou o Yamaha DX100.

Outro gajo que é grande, MUITO grande.