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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Nós bem gostávamos, mas com a idade...

"Fuck Forever" foi single do álbum de estreia dos Babyshambles - "Down in Albion" - projecto em que Pete Doherty se decidiu aborrecer após ser suspenso dos The Libertines por consumo descontrolado de substâncias psicotrópicas. O que seja que o gajo tomava era certamente de qualidade, pois a parceria que fez com Patrick Walden resultou em óptimos momentos de rock britânico.

Desde 2013 que poucas novidades temos dos Babyshambles, talvez por causa da segunda vida dos The Libertines. Mas com esta rapaziada pouca coisa é certa, pelo que talvez ainda não tenhamos ouvido os últimos acordes destes senhores.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Vai haver barulho.

Hoje baixámos o volume dos sintetizadores e subimos o das guitarras.

Chamam-se Idles, são ingleses e vêm de Bristol. Apontados como uma das grandes esperanças do punk rock inglês, a trupe liderada por Joe Talbot lançou em 2017 "Brutalism", o seu álbum de estreia, que teve uma bela recepção por parte da crítica e fãs. No dia 31 de agosto espetaram com o seu segundo álbum, "Joy as an Act of Resistance", nas trombas do mundo.

E o mundo já andava a pedi-las!

O disco apresenta-nos um retrato da sociedade inglesa como há muito não ouvíamos: voraz, acutilante e desinibido, alimentado a raiva, baixo, bateria e guitarras. E como gostamos de agitar as águas, chafurdem nos singles já editados: "GREAT" (vídeo de Theo Watkins), "Danny Nedelko", "Samaritans" (Theo Watkins) e "Colossus" (Will Hooper).

Hoje voltámos a ter esperança nos ingleses!



Blighty wants his country back
Fifty-inch screen in his cul-de-sac
Wombic charm of the Union Jack
As he cries at the price of a bacon bap

Islam didn’t eat your hamster
Change isn’t a crime
So won't you take my hand sir
And sing with me in time

G R E A T

Blighty wants her blue passport
Not quite sure what the union’s for
Burning bridges and closing doors
Not sure what she sees on the seashore
(...)





My blood brother is an Immigrant
A beautiful immigrant

My blood brother’s Freddie Mercury
A Nigerian mother of three

He’s made of bone
He’s made of blood
He’s made of flesh
He’s made of love
He’s made of you
He’s made of me
Unity

Fear leads to panic
Panic leads to pain
Pain leads to anger
Anger leads to hate
(...)




(...)
Man up
Sit down
Chin up
Pipe down
Socks up
Don't cry
Drink up
Don't whine

Grow some balls he said
Grow some balls

The mask of masculinity
is a mask a mask that's wearing me

Grow some balls he said
Grow some balls

I'm a real boy
Boy and I cry
I love myself
And I want to try

This is why you never see your father cry
I kissed a boy and I liked it


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O negro nele.

A compilação chama-se "Memento Mori (Anthology 1978-2018)" e reúne alguns dos melhores momentos da carreira de Barry Adamson. Nascido em 1958, o inglês é músico, produtor, fotógrafo, cineasta e escritor. Possui um currículo de fazer inveja a qualquer um: foi baixista nos Magazine, nos Buzzcocks, nos famigerados The Birthday Party de Nick Cave e Mick Harvey passando depois a ser parte integrante dos The Bad Seeds, colaborou com os Visage e Pan Sonic, remisturou gente tão ilustre como os Depeche Mode, The Jon Spencer Blues Explosion e os Grinderman. David Lynch e Danny Boyle convidaram-no a colaborar nas bandas sonoras de "Lost Highway" e "The Beach", respectivamente.

A solo editou "apenas" nove álbuns de originais e oito EP. "Oedipus Schmoedipus", de 1996, é considerado um dos melhores álbuns da década de 1990.

Recordamos aqui dois momentos chave da carreira a solo de Adamson: a estreia em 1989, com o álbum conceptual "Moss Side Story", espécie de banda sonora para um filme noir inexistente, que tinha esta versão deliciosa do tema de abertura do filme "The Man With The Golden Arm", de 1955, composto por Elmer Bernstein. Depois ponham o volume no máximo para acolher a faixa de abertura de "Oedipus Schmoedipus", o contagiante "Set The Controls For The Heart Of The Pelvis", que conta com a voz de Jarvis Cocker.

Façam o favor de descobrir Barry Adamson.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

Máquina do tempo. - II

Estávamos em 1978 e o álbum chamava-se "Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!". "Uncontrollable Urge" era a faixa que abria o álbum e que nos acolhia no tresloucado mundo dos norte-americanos Devo.

40 anos depois trazemos os Devo, essa música e a saudável loucura da banda ao vivo em Oakland, California, no Burger Boogaloo 2018.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Preocupações recentes. - II

Ultimamente, é uma das coisas que mais nos preocupa: a memória. Ou a falta dela.

Também é coisa que aflige os Preoccupations, no seu mais recente single, "Memory". Grande música, e não é só pela duração dela, uns belos onze minutos.

O vídeo é de Kevan Funk.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Preocupações recentes.

Já se chamaram Viet Cong, agora são conhecidos como Preoccupations. A banda canadiana, formada em 2012, sucumbiu às pressões exteriores (com um nome daqueles...) e reformulou a sua identidade. Lançam agora o seu segundo álbum, que será homónimo. Praticam um som denso, geralmente associado ao post-punk. Para os conhecermos melhor, trazemos aqui os dois singles que a banda lançou para promover o novo trabalho: "Anxiety", cujo vídeo é de Yoonha Park, e “Degraded”, realizado por Valentina Tapia.

Tentem não se preocupar muito.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Novidades telegráficas. - XV

Mais uma dicas do que para aí anda de novo:

A dupla inglesa The KVB, que passou pelo NOS Primavera Sound deste ano, lançou em junho passado o seu quinto álbum de originais, "Mirror Being". O primeiro single de promoção foi este "Fields". Vamos dar uma audição ao restante álbum.




De Los Angeles, California, chega-nos Doe Paoro, uma jovem que teve direito aos seus 3:58 minutos de fama, aqui no estaminé, graças ao single "Nostalgia". A música faz parte do novo álbum, "After", que Paoro vai lançar em setembro. Retro engraçadito.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Efeméride.

No passado dia 28 de Abril "comemorou-se" o 35º aniversário da gravação do vídeo de "Love Will Tear Us Apart" dos Joy Division, uma das melhores músicas de sempre e cujas letras eram sintomáticas do turbilhão por que passava Ian curtis, nomeadamente o tumultuoso casamento com Deborah Curtis.

O vídeo tem diversos ses importantes, em particular por ser o único clip promocional que os Joy Division produziram, até porque Ian Curtis suicidou-se pouco mais de três semanas após a sua gravação. Em algumas partes a imagem aparece acastanhada, o que parece que foi não intencional. Tem o seu quê de marcante, a par da ausência da típica dança da chuva de Curtis, aqui mais parado do que o habitual, agarrado a uma guitarra Eko de 12 cordas.

Fica a recordação.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Bora lá pôr música.

Pois, eu ando um bocado a descambar. Vamos lá pôr música a sério. Bauhaus, pioneiros do Goth Rock, do Post Punk ou do que quiserem. Simplesmente uma banda fantástica, com a voz divinal do grande Peter Murphy. É bom. É muito bom.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Versões XXIII

E se ao invés de estarmos a abordar uma versão isolada e muitas vezes desligada do seu contexto, apostássemos num álbum só de versões? Foi isso que fizeram os Siouxsie and The Banshees no seu LP de 1987, "Through the Looking Glass". Nele encontramos versões dos Kraftwerk, Iggy Pop, Roxy Music, entre outros. Se bem que não seja por este álbum que os Siouxsie conquistaram novos fãs, as roupagens diferentes que trouxeram a algumas das versões tornam este álbum mais do que mero entretenimento. E ouvir uma anti-diva como a Siouxsie Sioux é sempre um prazer.

This Wheels's on Fire, versão do tema de 67 de Bob Dylan and The Band.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Máquina do tempo.

Os Devo são mais uma banda que de certeza tinha uma máquina do tempo para viajar. É impossível ter as músicas, letras e atitudes destes loucos originários do Ohio no final dos anos 70 sem ter uma forma de vislumbrar o futuro. Infelizmente para eles, o público não os conseguiu acompanhar e acabaram por se desvanecer com o decorrer da década de 80. Conjungando uma atitude punk com sonoridades que incorporam já muita maquinaria, os Devo pareciam obcecados por uma sociedade tecnológica e electrónica, mimificando movimentos rígidos, robóticos, eventualmente mesmo repressivos, que retratam a desumanização das nossas vidas. Não se deixem enganar pelo aspecto geek e pelos fatos coloridos. Os Devo estavam mesmo muito à frente, a ponto da dinossaúrica Rolling Stone os apelidar de fascistas.