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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A agenda dos tempos que correm. - I

Chama-se "Agenda" e é o novo EP dos Pet Shop Boys.
A propósito do novo trabalho, Neil Tennant afirmou: It contains three satirical songs and one rather sad song. I think it’s because of the times we’re living through.

As quatro músicas novas serão divulgadas online a partir de hoje, uma por dia. Aqui, no estaminé, vamos dar a conhecer os quatro temas, começando pelo primeiro que foi lançado hoje e que tem o brilhante título de "Give stupidity a chance".

Possível novo hino para os EUA? Itália? Reino Unido? Brasil? Hungria? Venezuela?
A lista é longa...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Revisão dos clássicos.

31 de janeiro de 1983. Data da edição de "Get the Balance Right!", o sétimo single lançado pelos Depeche Mode e o primeiro a contar com Alan Wilder. Depois viria o terceiro álbum da banda inglesa, "Construction Time Again".

35 anos depois, os DM estão a reeditar os singles dessa altura e do álbum de 1984, "Some Great Reward". Para saberem mais, espreitem aqui.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Shimmering neon lights (...)

Os Soft Cell de Marc Almond e de David Ball acordaram de uma longa hibernação de 15 anos e presentearam os fãs com duas músicas novas. Chamam-se "Northern Lights" e "Guilty (‘Cos I Say You Are’)” e podem ser encontradas na nova compilação da banda "The Singles - Keychains & Snowstorms", que será lançada no dia 28 de setembro.

Para já, fiquem com "Northern Lights". Não é genial, mas comparada com o lixo musical que diariamente dá à costa, a nova música dos Soft Cell é uma sereia bem apetitosa.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Perguntas e perguntas...

É sempre com alguma tristeza que vemos uma banda, que gostamos, acabar ou algum dos seus integrantes sair ou falecer. Neste último caso, há situações em que faz sentido continuar, outras nem por isso. Pessoalmente, creio que estar a ver os Queen sem o Freddie Mercury não faz sentido nenhum; mas, por outro lado, já vi os Alice in Chains sem o Layne Staley e gostei bastante. Por último, nada contra o Zé Pedro, antes pelo contrário, mas a morte do mesmo teria sido uma boa oportunidade para se acabar de vez com a praga Xutos & Pontapés. Infelizmente não tivemos essa sorte.

Tudo isto a propósito dos Yazoo, Depeche Mode e actos conexos. Como teriam evoluído os Depeche com o Vince Clarke na banda? Significaria que não existiriam os Yazoo e os Erasure? Ficámos a perder ou a ganhar? Bom, se disso resultasse que não teríamos este "Situation", fico então feliz por ter visto o Vince Clarke a escolher outras paragens. Mas... como seria a interpretação desta canção pelo Dave Gahan? Questions, questions...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

One Hit Wonder VII

Os Kajagoogoo são-nos tão familiares que é estranho aparecerem na rubrica "One Hit Wonders". Mas o certo é que apenas este "Too Shy" chegou a número 1 em diversas tabelas e, verdade seja dita, quem se lembra de outra música dos rapazes? (bom, "Big Apple" também teve algum sucesso mas nada que se compare ao primeiro single de "White Feathers", álbum de 1983).

A história dos Kajagoogoo é intensa, conturbada e curta. As grandes diferenças entre o vocalista Limahl e os restantes membros da banda, originaram que o primeiro saísse ainda durante a fase de "White Feathers", sendo que os restantes singles e álbuns da banda não conseguiram emular o sucesso deste "Too Shy".

Limahl ainda teve um grande sucesso a solo, com "The NeverEnding Story", para a banda sonora do filme homónimo. A banda lá se voltou a reunir a partir de 2003 para os habituais concertos de revivalismo, mas os 80s já há muito tinham passado.

Notas específicas para os brilhantes cabelos e para o óptimo baixo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sua Alteza Real.

A música chama-se "Queen" e é o primeiro avanço para "Record", o quinto álbum de originais a solo de Tracey Thorn, a ex-Everything But The Girl.

Ora façam lá uma vénia, que a senhora merece.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Synth-goth?

Os MGMT (com Andrew VanWyngarden em modo Robert Smith?) apresentaram ontem "Little Dark Age", a primeira amostra do que será o som do novo álbum. Parece bem e tem uns sintetizadores marados, mesmo ao nosso gosto.

O vídeo é da responsabilidade de Nathaniel Axel & David MacNutt e está cheio de referências estéticas a clássicos do cinema fantástico e de terror.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Está tudo dito.

Chama-se "Cover Me", é a melhor música do mais recente trabalho dos Depeche Mode, "Spirit", e o vídeo é realizado por Anton Corbijn.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O castigo que merecemos. - II

A menos de um mês da edição de "The Punishment of Luxury", o novo disco dos Orchestral Manoeuvres in the Dark, recebemos o single que dá nome ao disco. Marquem o dia 1 de setembro nas vossas agendas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Model X.

A Tesla Motors tem um modelo que, na minha opinião, é muito bonito: o X. É um SUV (como agora está na moda) eléctrico com 565 quilómetros de autonomia e que é, para além disso, extraordinariamente rápido, ao acelerar dos 0 aos 100 quilómetros por hora em apenas 3,1 segundos. É o avanço tecnológico a chegar finalmente à indústria automóvel, mais concretamente ao combustível que move as viaturas.

Por falar em modernidades, o vídeo para este "Fantasy", dos Tesla Boy, tenta demonstrar simplisticamente uma alteração comportamental cada vez mais comum, reflectida em vidas passadas em frente a um computador ou a sexo virtual. Parece que o contacto directo entre humanos cansa e que é preferível estar atrás de um ecrã a ver o mundo. Isso e a banalização do sexo, tal como também se banaliza um atentado terrorista islâmico: olha, foi mais um.

Do álbum "The Universe Made of Darkness", fiquem com este "Fantasy" e com um vídeo NSFW.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Versões - LXVI

Em 1990, os Saint Étienne fizeram uma versão de "Only Love Can Break Your Heart", cujo original de Neil Young data de 1970. A canção fez parte do primeiro LP da banda, "Foxbase Alpha" e foi, até à data, um dos seus maiores sucessos. A voz do single ficou a cargo de Moira Lambert (que por sinal nem é a rapariga no vídeo, visto ter recusado participar no mesmo), membro provisório dos Saint Etienne até à entrada permanente de Sarah Crocknell.

Esta é, aliás, uma música que já teve muitas covers, desde os Everlast aos Florence and The Machine, passando por Natalie Imbruglia ou os The Corrs.



E agora a versão do Neil Young:



Curiosamente, o outro grande sucesso da carreira dos Saint Étienne é mais uma versão, desta vez de um tema de Étienne Daho, single de 1984 para o álbum "La Notte, la Notte". Já o tema dos Saint Étienne fez parte de um best of da banda, "Too Young to Die – Singles 1990–1995", sendo que Daho não só aparece no vídeo como ainda vocaliza uns ditos em francês numa secção a meio da canção.



E, claro, o original do Étienne Daho:



Para 2017 os Saint Etienne têm novo álbum, a lançar a 2 de Junho, sendo o single de promoção este "Heather", o qual não é particularmente excitante...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

3 em 1.

Acho que já por aqui referi que, para mim, "Dare" é um dos melhores álbuns da História. Se é o décimo, o décimo primeiro ou ou quinquagésimo isso é-me irrelevante. É um álbum fantástico e que marcou uma geração e o que de bom se fez a seguir.

Mas se o meu apreço pelos Human League é enorme, o mesmo poderei dizer dos Ultravox. A questão é que com os Ultravox não tenho um álbum preferido e considero mesmo que nenhum deles, visto como um todo, é suficientemente forte e, desse modo, ao nível do "Dare". Na verdade, a qualidade dos Ultravox espalha-se por todos os álbuns da banda, sempre com três ou quatro músicas fantásticas em cada nova edição.

Diga-se ainda que prefiro igualmente a segunda fase da banda, já após a saída do John Foxx e do Robin Simon, ainda que "Systems of Romance" seja, sem dúvidas, um grande álbum. E é dessa segunda fase este "The Voice", um dos singles do LP de 81, "Rage in Eden".

"The Voice" teve dois vídeos diferentes: um com a banda num quarto, posicionados de um modo pouco natural; o outro, um pouco mais elaborado, com cenas de guerra e Midge Ure como soldado. Ficam os dois vídeos, assim como uma apresentação de "The Voice" ao vivo na década de 80.





quinta-feira, 4 de maio de 2017

Versões - LXV

Em 1997, os U2 fizeram uma versão para este clássico dos M, "Pop Muzik". A canção serviu como tema de abertura da Popmart Tour e apresenta um pitch mais acelerado e uma utilização mais intensa de sintetizadores.



Já o original, gravado por M em 1979, foi um sucesso comercial na Europa e nos EUA. Lançado como single do álbum "New York • London • Paris • Munich", foi o maior sucesso da carreira de Robin Scott, que ao todo, entre 1979 e 1984, editou quatro álbuns.

O vídeo, que também teve muito sucesso na altura, foi realizado por Brian Grant.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Too many quotes will kill you...

Trazemos hoje dois exemplos do enjoo que as ondas de revivalismo começam a causar. Dois projectos europeus, uma dupla alemã: os HAERTS (agora a residirem em Nova Iorque) e o sueco Jens Lekman (que parece que continua pela Suécia). O último é um daqueles tipos que tem merecido o nosso respeito: álbuns interessantes, com letras inspiradas e um apurado sentido pop. Dos alemães, pouco conhecíamos, a não ser que tentavam fazer singrar o seu synth-pop em Brooklyn, a terra do leitinho e mel dos hipters.

Lekman tem um álbum novo, "Life Will See You Now", aqui representado pelo single "How We Met, The Long Version", e os HAERTS têm um single novo, "Your Love". Em comum? Citações sonoras. Descaradas. Pouco subtis. Ou é final dos 70s ou é os 80s. Ou é isto ou é aquilo, mas com as cuecas à mostra. Não há cá vergonha, nem pudor. Tudo bem, fazem música para gente nascida no final do século XX, ou no início do século XXI, que não é obrigada a saber o que é que se ouviu no tempo dos pais. Está bem, está bem.

Não, pá, não está nada bem! Querem brincar ao Kool & The Gang ou à Belinda Carlisle, brinquem, mas ao menos agradeçam-lhes nos créditos finais, sff!



Vídeo de Keyvan Haghighi.



Vídeo de Julian Klincewicz.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Modas que permanecem. - V

E cá temos vídeo para "Where's The Revolution", com a mão do mestre Anton Corbijn.
Sempre anima mais um bocadinho o regresso dos Depeche Mode.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vamos voltar aos 80?

É o que nos propõe este "'85 Again" de Robert Parker, vocalizado por Miss K. É mais uma acha para outra corrente na moda, a do retrowave. Olá cabeleiras estranhas, sintetizadores e vídeos intragáveis!

Quando o todo não é melhor do que as partes.

Saiu em meados do ano passado, de modo discreto, um álbum colaborativo entre Vince Clarke (Depeche Mode, The Assembly, Yazoo, Erasure) e Paul Hartnoll (um dos irmãos Orbital). "2Square" nem é um mau álbum, mas não acrescenta nada de novo aos 50 anos de carreira que estes dois colossos da música eletrónica somam em conjunto.

O álbum resulta de um conjunto de ideias que Clarke tinha para um novo álbum mas para as quais necessitava de algo mais, tendo resultado daí o convite a Paul Hartnoll. Confesse-se: o resultado não é totalmente decepcionante, mas da junção de duas lendas do EDM esperava-se um pouco mais.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Modas que permanecem. - IV

E aqui está o prometido novo single dos Depeche Mode, "Where's the Revolution", a primeira amostra para "Spirit".

Pontos positivos: a electrónica está lá, a escrita não defrauda, o flirt com o blues mantém-se.
Pontos negativos: soa a mais do mesmo daquilo que os Depeche apresentaram nos últimos dez anos e, pode ser embirração caseira, mas parece que Gahan já só sabe cantar neste registo vocal.

Podemos estar a ser injustos e "Spirit" revelar-se um grande álbum, mas, por esta amostra, parece continuar no caminho trilhado por "Sounds of the Universe" e "Delta Machine".

Aguardemos por mais...

Modas que permanecem. - III

"Pimpf", do álbum de 1987, "Music For The Masses" (que grande título), era o single que os Depeche Mode usavam como introdução, antes de entrarem em palco para os concertos da "Music For The Masses Tour". Hoje voltamos a usá-lo como preparação para "Where’s the Revolution", o primeiro single de "Spirit", o novo álbum da banda de David Gahan, Martin L. Gore e Andrew Fletcher.

Aqui fica o maravilhoso vídeo de Anton Corbijn para "Pimpf".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Vídeo analógico?

A qualidade do vídeo que por vezes acompanha uma música não é, para mim, o ponto focal de interesse neste tipo de combinação som/imagem. A música prevalece sempre e é nesse pressuposto que muitas vezes opto por escolher um vídeo/imagem fixa (por exemplo a capa do CD) em detrimento do clip em si, caso a primeira opção traga melhor qualidade sonora.

Mas a questão visual é cada vez mais importante e, naturalmente, ninguém fica indiferente a um bom vídeo. Este single dos Tempers chamou-me primeiramente à atenção por essa vertente, num bonito contraste entre as cores ocre e neutras de uma praia vulcânica e a versão "CGA" de uma apresentação ao vivo da banda.

"Further", avanço para o novo EP dos Tempers - "Fundamental Fantasy".