Ainda que os próprios não gostem de ser incluídos no grupo das surf band ou do surf rock, certo é que os The Ventures pavimentaram o caminho para muitos grupos que trilharam o caminho do rock associado à imagem do surf, cujo expoente máximo são provavelmente os The Beach Boys. Mas os The Ventures são reconhecidos por muitos outros motivos para além do apelido que lhes ficou colado: "The Band that Launched a Thousand Bands". São, na verdade, a banda instrumental com mais discos vendidos em todo o mundo, apostando num virtuosismo instrumental e experimentação com efeitos de guitarra que era bastante incomum à época (ou antes dela).
Este "Walk Don't Run" foi single do primeiro e homónimo LP da banda, editado através da extinta Dolton, hoje mais um nome esquecido no portefólio da gigante EMI, ela própria também fragmentada entre a Universal e a Warner. Numa altura em que o rock era pouco mais do que o Elvis Presley, o sucesso do álbum e da banda só reflecte a qualidade das músicas e, em especial, dos músicos. E é por isso que quase 60 anos depois ainda os ouvimos!
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terça-feira, 30 de maio de 2017
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Gente com coisas para dizer. II
Martin L. Gore dispensou uns minutos do seu tempo para falar do seu novo trabalho a solo, o instrumental "MG". Já aqui falei dele e, depois de umas quantas audições, posso dizer que tem os seus momentos, mas não é um álbum essencial, embora fã que é fã dos Depeche Mode deve dar-lhe uma audição cuidada.
E aqueles sintetizadores, por Tutatis, aquela parede de sintetizadores, que coisa maravilhosa!
E aqueles sintetizadores, por Tutatis, aquela parede de sintetizadores, que coisa maravilhosa!
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Músicas do oceano.
O álbum "Ocean Songs" é um marco na carreira dos Dirty Three e na corrente post-rock australiana. A banda é composta por Warren Ellis, Mick Turner e Jim White, sendo que de todos o mais conhecido será provavelmente Ellis, que colabora nos Bad Seeds do Nick Cave e também nos Grinderman. O DJ Ruto já os tinha apresentado ao nosso público, nesta excelente posta.
Formação invulgar, composta por um violino amplificado, guitarra eléctrica e bateria, travam uma batalha constante entre a obtenção da beleza e a sujidade sonora, nunca tratando os conceitos de forma óbvia. Música instrumental, num trabalho sempre coeso e inquisitivo.
Formação invulgar, composta por um violino amplificado, guitarra eléctrica e bateria, travam uma batalha constante entre a obtenção da beleza e a sujidade sonora, nunca tratando os conceitos de forma óbvia. Música instrumental, num trabalho sempre coeso e inquisitivo.
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Grilos, Verão e noites cálidas.
E apresento-vos o lado calmo e talvez menos conhecido dos Yo La Tengo, a banda de New Jersey famosa pelo seu Noise Rock, distorções e feedback. Mas o extremo ecletismo é um dos segredos desta banda, que a torna tão adorada junto dos críticos musicais como da comunidade indie mais fervorosa.
Este Green Arrow é um single do álbum de 1997 "I can hear the heart beating as one", para mim o mais conseguido e coerente da banda, cuja carreira começou ainda na década de 80 e que continua a gerar músicas que nos cativam e transportam para mundos imaginários. É ouvir o último LP "Fade", de novo editado pela Matador, a label que os tem acompanhado (ainda que com algumas interrupções) há quase três décadas.
Este Green Arrow é um single do álbum de 1997 "I can hear the heart beating as one", para mim o mais conseguido e coerente da banda, cuja carreira começou ainda na década de 80 e que continua a gerar músicas que nos cativam e transportam para mundos imaginários. É ouvir o último LP "Fade", de novo editado pela Matador, a label que os tem acompanhado (ainda que com algumas interrupções) há quase três décadas.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Instrumentos de percussão.
Eu gosto. Espero que vocês também.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Look into my eyes...
Mais um video de bicharada, para voltamos a ter milhares de visitas no blog...
Original dos Metronomy para a compilação que fizeram da série "Late Night Tales".
"Look into my eyes, look into my eyes, the eyes, the eyes, not around the eyes, look into my eyes, you're under."*
*saudades do "Little Britain"...
Original dos Metronomy para a compilação que fizeram da série "Late Night Tales".
"Look into my eyes, look into my eyes, the eyes, the eyes, not around the eyes, look into my eyes, you're under."*
*saudades do "Little Britain"...
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Com os porcos.
Título perfeito para o estado do meu sistema imunitário.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
As duas faces da mesma moeda.
Já aqui o escutámos com "Collider", hoje trazemos o verdadeiro artista ao vivo.
Para ver e apreciar o trabalho ecléctico de Jon Hopkins, quer seja da forma mais clássica, quer da forma mais híbrida, no verdadeiro binómio homem-máquina.
Duas faces do mais recente "Immunity", aqui tocadas em todo o seu esplendor.
Para ver e apreciar o trabalho ecléctico de Jon Hopkins, quer seja da forma mais clássica, quer da forma mais híbrida, no verdadeiro binómio homem-máquina.
Duas faces do mais recente "Immunity", aqui tocadas em todo o seu esplendor.
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Italo Disco VI
Os Scotch foram uma das bandas da corrente Italo Disco que maior sucesso teve na Europa. Aliás, este fenómeno musical cingiu-se ao velho continente, pouco tendo vertido para outras paragens, fossem elas asiáticas ou americanas.
Conhecidos pelo seu maior single "Disco Band", optei por este Penguin's Invasion por ser instrumental e menos kitsch do que o habitual dentro do género. Se é que isso é possível.
Conhecidos pelo seu maior single "Disco Band", optei por este Penguin's Invasion por ser instrumental e menos kitsch do que o habitual dentro do género. Se é que isso é possível.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Música para uma banda sonora.
Uma banda excêntrica, que alguns catalogam como avant-gard, os L'Onironaute vagueiam entre o jazz, downtempo e ambient, criando sonoridades distintas e com uma excelente instrumentalização. A mim remete-me para hipotéticas bandas sonoras de filmes futuristas. E a vocês?
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
O conceito de belo.
Risquem o universal. Passem para o pessoal.
O que é belo para mim, não será certamente para 99% da restante humanidade.
Mas há sempre patamares de um possível consenso.
Para provar isso, regressamos hoje a "America", o último de Dan Deacon, com a faixa "Prettyboy".
Deixem-se deliciar durante os próximos cinco minutos e vinte e três segundos.
É tempo dedicado ao belo.
Mas há sempre patamares de um possível consenso.
Para provar isso, regressamos hoje a "America", o último de Dan Deacon, com a faixa "Prettyboy".
Deixem-se deliciar durante os próximos cinco minutos e vinte e três segundos.
É tempo dedicado ao belo.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
The Matrix
Agent Smith: I'd like to share a revelation that I've had during my time here. It came to me when I tried to classify your species and I realized that you're not actually mammals. Every mammal on this planet instinctively develops a natural equilibrium with the surrounding environment but you humans do not. You move to an area and you multiply and multiply until every natural resource is consumed and the only way you can survive is to spread to another area. There is another organism on this planet that follows the same pattern. Do you know what it is? A virus. Human beings are a disease, a cancer of this planet. You're a plague and we are the cure.
Fluke no seu melhor!
Fluke no seu melhor!
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Descobertas inesperadas.
Há cerca de um ano estava lá por casa quando uma amiga me liga a perguntar se não queria ir ver uns concertos à Lx Factory. Bom, na verdade não me apetecia lá muito mas mal também não fazia pelo que rumámos a Alcântara.
Num espaço enorme começámos por assistir a um primeiro concerto, desinteressante, a puxar a imperial e a conversa. Até que entra o senhor Franck Rivoire, aka Danger, momento a partir do qual não se falou mais nada. Foi sempre a partir o corpo e criar novas hérnias até ao final do concerto. Muito barulhento e com uma batida contagiante, Monsieur Danger lá foi tocando diversas músicas dos seus EPs, nomeadamente esta: 04h30. Os nomes dos EPs e das músicas seguem uma referência cronológica utilizada no Star Wars. Esta música foi terminada às 04h30 e pertence ao EP 09/17 2007. Faz alguma confusão mas nós não nos importamos desde que a música permaneça boa.
Num espaço enorme começámos por assistir a um primeiro concerto, desinteressante, a puxar a imperial e a conversa. Até que entra o senhor Franck Rivoire, aka Danger, momento a partir do qual não se falou mais nada. Foi sempre a partir o corpo e criar novas hérnias até ao final do concerto. Muito barulhento e com uma batida contagiante, Monsieur Danger lá foi tocando diversas músicas dos seus EPs, nomeadamente esta: 04h30. Os nomes dos EPs e das músicas seguem uma referência cronológica utilizada no Star Wars. Esta música foi terminada às 04h30 e pertence ao EP 09/17 2007. Faz alguma confusão mas nós não nos importamos desde que a música permaneça boa.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Toca a mexer!
Começo de mais uma semana. E quando o cafezinho não chega para nos pôr os níveis no mínimo exigível, quem sabe um clássico techno não ajuda a levantar o espírito e a reconfigurar os astros em nosso favor.
Meninas e meninos, eis os LFO, uma dupla techno que com apenas dois álbuns marcou a agenda deste estilo durante largos anos. Boa semana!
Meninas e meninos, eis os LFO, uma dupla techno que com apenas dois álbuns marcou a agenda deste estilo durante largos anos. Boa semana!
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
A América de Deacon.
Hoje – e graças a uma "posta" de um blog de referência da nossa praça, o Sound and Vision, dos Srs. Galopim e Lopes, escribas que merecem algum respeito por parte deste vosso Dj (o Dj Bruto vos dirá se os respeita ou não, embora eu desconfie que ele respeita pouca gente) – achei que estava na hora de conhecerem a lovechild do Homer Simpson com o Pato Donald: Dan Deacon.
Figura ímpar na actual música electrónica, Deacon é um nerd volumoso, qual americano do midwest, que trocou os seus rifles por uma panóplia de sintetizadores. Presença inconfundível ao vivo, torna os seus espectáculos em verdadeiros acontecimentos de diversão, dança e boa disposição. Que o diga a multidão louca que o viu no Optimus Primavera Sound deste ano.
Assim, para celebrar a entrada do amigo Deacon na nossa companhia, trago-vos uma hora de grande música e animação. Primeiro a colaboração de Deacon com o pessoal do Adult Swim (esse grande canal), num fascinante video que apresenta as últimas 4 faixas do álbum "America" (na imodesta opinião deste vosso Dj, um dos álbuns de 2012) e depois uma actuação no festival South by Southwest, do ano passado.
"That's all, folks!"
Figura ímpar na actual música electrónica, Deacon é um nerd volumoso, qual americano do midwest, que trocou os seus rifles por uma panóplia de sintetizadores. Presença inconfundível ao vivo, torna os seus espectáculos em verdadeiros acontecimentos de diversão, dança e boa disposição. Que o diga a multidão louca que o viu no Optimus Primavera Sound deste ano.
Assim, para celebrar a entrada do amigo Deacon na nossa companhia, trago-vos uma hora de grande música e animação. Primeiro a colaboração de Deacon com o pessoal do Adult Swim (esse grande canal), num fascinante video que apresenta as últimas 4 faixas do álbum "America" (na imodesta opinião deste vosso Dj, um dos álbuns de 2012) e depois uma actuação no festival South by Southwest, do ano passado.
"That's all, folks!"
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terça-feira, 2 de julho de 2013
Instrumental e XL Recordings.
Aviso à navegação: muito do que para aqui vou colocar será por certo instrumental. Porquê? Porque sempre gostei e porque acho que, por vezes, a voz, como outro mero instrumento de um todo, é perfeitamente substituível por uma linha de guitarra ou sintetizador, por exemplo. Bom, pode-se argumentar que assim não temos a letra, que a música perde uma parte essencial, etc. Sim, se a letra for capaz, o que na maioria das vezes não acontece. Temos coisas como "sinto amor no ar", "ainda não encontrei aquilo que procuro" ou "como uma virgem"...
É pois instrumental esta música dos nova-iorquinos Ratatat. E como é que descobri esta banda com este brilhante nome? Gravam para a XL Recordings, uma daquelas editoras que lança o que lhe apetece, quando lhe apetece. Dela já saíram coisas tão boas como Radiohead, The Prodigy, Beck, Peaches, entre outros. É pois recomendável uma visita regular ao catálogo da XL. Quem sabe não vamos por lá encontrar a nossa next big thing.
É pois instrumental esta música dos nova-iorquinos Ratatat. E como é que descobri esta banda com este brilhante nome? Gravam para a XL Recordings, uma daquelas editoras que lança o que lhe apetece, quando lhe apetece. Dela já saíram coisas tão boas como Radiohead, The Prodigy, Beck, Peaches, entre outros. É pois recomendável uma visita regular ao catálogo da XL. Quem sabe não vamos por lá encontrar a nossa next big thing.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Não mexer!!!
Há músicas que deviam de ter um aviso: proibido mexer, alterar ou samplar! Na verdade, a maioria das versões de músicas originais não acrescenta rigorosamente nada. Há excepções mas são, indubitavelmente, excepções.
Um dos exemplos do assassinato a que são sujeitas algumas músicas é este instrumental muito interessante do germânico Harold Faltermeyer, hoje em dia inaudível por causa da aberração Crazy Frog (a.k.a. The Annoying Thing). Faz jus ao nome.
Um dos exemplos do assassinato a que são sujeitas algumas músicas é este instrumental muito interessante do germânico Harold Faltermeyer, hoje em dia inaudível por causa da aberração Crazy Frog (a.k.a. The Annoying Thing). Faz jus ao nome.
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