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quinta-feira, 18 de maio de 2017

R.I.P. - XII-A

Porra, um gajo acorda e é logo martelado com uma notícia destas!!! Um tipo sabe que estas estrelas do rock raramente levam vidas regradas mas se o Mick Jagger e o Iggy Pop ainda cá andam, nada podia fazer prever que o Chris Cornell nos abandonasse assim tão repentinamente.

Com passagens pelos Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave, resta-nos homenagear um dos pilares do movimento grunge, detentor de uma fantástica e inconfundível voz. Sad day.



R.I.P. - XII

Faleceu Chris Cornell.

Tinha 52 anos e suicidou-se por enforcamento. Recordamos hoje uma das melhores vozes a sair da cena grunge da década de 1990, através das três bandas que o norte-americano ajudou a imortalizar: Temple Of The Dog, Soundgarden e Audioslave.





terça-feira, 14 de março de 2017

Alice no País da Heroína.

Ainda não tinha dedicado uma posta a uma das minhas bandas preferidas dos anos 90. O que se pode fazer? Teenager nos 90 corria-se o risco de ouvir - e apreciar? - uma das muitas bandas de grunge que surgiram nessa década. Mas os Alice in Chains são muito mais do que uma banda de um movimento definido temporalmente. Rock duro, poucas cedências ao comercial, grandes músicos e harmonizações vocais muito bem criadas entre Jerry Cantrell e Layne Staley. E por trás toda uma história de conflitos, drogas, álcool e separações.

Não os vi nos 90 mas ainda os apanhei por cá, no Super Bock Super Rock de 2006, a fechar uma quente noite de Verão que teve também Deftones, Placebo e Tool. Infelizmente já sem o vocalista original, o concerto não defraudou e terminou em beleza uma grande noite de rock.

Para os Alice, o grande carrossel do reconhecimento mundial e mediático começou logo em 1990, com "Facelift", o primeiro álbum grunge a chegar ao Top50 da Billboard e que trouxe muitos novos ouvintes para este sub-género que começava então a surgir. Na verdade, o início não foi fácil, visto que a banda se viu incluída em tours de grupos como os Megadeth ou Slayer, facto que originou muitos assobios e problemas com as audiências dos concertos, que queriam coisas mais pesadas e que ainda não estavam viradas para o som grunge, que só um pouco mais tarde seria um enorme fenómeno, o que aconteceu após a edição de "Nevermind" dos Nirvana.



Em 1992 já as condições estavam lançadas para que "Dirt" tivesse um sucesso enorme a nível mundial, com mais de 5 milhões de cópias vendidas e grandes singles como "Down in a Hole", "Them Bones, "Angry Chair" ou "Would?". Paradoxalmente, a banda passava por uma crise violenta, decorrente do uso excessivo de drogas, álcool e anti-depressivos. A nível da produção, "Dirt" teve também diversos problemas, com o produtor Dave Jarden - que já tinha trabalhado com bandas como Talking Heads, Frank Zappa, Red Hot Chili, Jane's Addiction ou Rolling Stones - a ter muita dificuldade em controlar as dependências dos diversos elementos, em especial do Layne Staley que injectava heroína no estúdio e em plenas gravações. Incrivelmente "Dirt" viu a luz do dia e revelou-se um grande álbum.





O álbum homónimo de 1995, que também ficou conhecido como "The Dog Record" ou "The Dog Album", foi o primeiro sem o baixista Mike Starr - que saíra da banda devido ao consumo excessivo de drogas e que entretanto morreu, em 2011, devido a uma overdose - e o último com Layne Staley como vocalista, visto que após este LP o rapaz nunca mais conseguiu recuperar dos seus maus hábitos acabando por falecer em 2002.

"The Dog Record" tem menos elementos do heavy metal clássico, apostando mais numa produção cuidada, texturas melódicas, variações atonais e extensas trocas entre modos maior e menor. Mas seria o último da banda no seu layout  tradicional.

De notar que para além destes três álbuns, os Alice também tiveram um "MTV Unplugged", editado em 1996 e diversos EPs, nomeadamente "We Die Young" (1990), "Sap" (1992) - donde saiu este "Got Me Wrong" - e "Jar of Flies" (1994).



De 1996 a 2002 há um longo hiato, apenas quebrado pela notícia da morte de Staley. Entretanto, os outros membros da banda vão entrando em projectos paralelos, sendo que o maior destaque vai para os dois álbuns a solo de Jerry Cantrell, "Boggy Depot" de 1998 e "Degradation Trip" de 2002, ambos com uma sonoridade muito próxima da dos Alice in Chains e em própria antevisão ao que seriam os próximos anos da banda.

Desses dois álbuns de Cantrell ficam os singles "Cut You In" e "Anger Rising"





Em 2005 os Alice passam a reunir-se esporadicamente e a tocar algumas músicas com convidados, casos de Phil Anselmo, Maynard James Keenan ou William DuVall. Este último ficaria mesmo como elemento permanente da banda e vocalista principal do álbum de 2009, "Black Gives Way to Blue", um óptimo regresso da banda, com o som típico dos Alice sempre presente.

Escrita em Fá menor, com as guitarras com forte "down tuning" e harmonizações vocais tão comuns nos Alice, "Check My Brain" foi um óptimo aperitivo para o retorno destes colossos do rock.



Chegamos assim ao último álbum da banda até à data: "The Devil Put Dinosaurs Here". Continua a ser Alice in Chains mas um pouco domado de mais para meu gosto. Esperemos pelos próximos capítulos.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Já foste.

Confesso que este me custa um bocado. O grunge está lá numa caixinha bem guardada do (meu) passado e só muito esporadicamente merece ser revisitada. Mas não pode ser com facilidade que vemos desaparecer alguém que, em dada altura, era uma voz diária no nosso quotidiano, do qual acompanhávamos as suas peripécias e vida de rock and roller.

Faleceu portanto hoje o Scott Weiland, vocalista dos Stone Temple Pilots, Velvet Revolver, Camp Freddy e, nos últimos tempos, dos The Wildabouts, com os quais estava em digressão. Era daquelas figuras que, mais ou cedo ou mais tarde, esperaríamos que isto acontecesse: uma morte prematura, em função da vida pouco regrada, à imagem do sucedido com um seu contemporâneo, Layne Staley.

Mas bom, ficam-nos as histórias sobre o homem, recordações de um verdadeiro animal de palco (que concerto que deram os Velvet Revolver no Coliseu!) e as óptimas canções que nos legou.

Do primeiro álbum dos STP, "Core" (de 1992) fiquem com este "Creep".



Do álbum seguinte, "Purple" (de 1994), poderíamos retirar muitas coisas, desde "Pretty Penny" a "Vasoline" ou "Big Empty". Optemos pelo single de maior sucesso desse LP, "Interstate Love Song".



Em 1996 foi a vez de "Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop", para mim o melhor álbum da banda, a fugir bastante às suas raízes, apostando no menos fácil e óbvio. Influências dos The Beatles, jangle pop e shoegaze são notórias e não fora o crescente conflito interno na banda, maioritariamente motivado pelos problemas de álcool e drogas de Weiland, seria provavelmente o álbum comercialmente mais bem sucedido. "Big Bang Baby", um single que ninguém esperaria nos STP de 1992.



Bom, a partir daqui foi quase sempre a descer, muito por culpa do Scott Weiland. Por altura do lançamento do "No. 4" quase que não houve promoção, motivado pela prisão durante um ano de Weiland. Poderíamos falar sobre os restantes álbuns dos STP mas já se percebeu a trajectória, que culminou em 2013 com a sua saída definitiva da banda.

Pelo caminho ainda fez parte dos Velvet Revolver, uma super-banda (que porcaria de termo), que para além de Weiland incluia também Slash, Matt Sorum e Duff McKagan dos Guns N' Roses e Dave Kushner dos Wasted Youth. Mais uma vez este projecto foi prejudicado pelo comportamento pouco profissional de Weiland, que para além de inúmeros outros problemas decidiu entrar numa clínica de reabilitação a meio de uma tournée.

Enfim, chega de confusões. Fiquem com "Slither", provavelmente o single mais conhecido dos Velvet Revolver e prestemos homenagem à alma atormentada deste verdadeiro homem do rock.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Toca aquela! - X

Hoje começamos o dia a recordar os Stone Temple Pilots, os filhos bastardos do grunge, quais patinhos feios do charco musical dessa década, sempre olhados de lado e desvalorizados por alguns críticos, mas que tiveram sempre grandes canções em todos os álbuns que editaram.

"Sour Girl" foi um dos singles a ser extraído do álbum de 1999, "No. 4", o quarto álbum da carreira dos norte-americanos. É, na minha modesta (treta!) opinião, uma das grandes canções pop desse ano, com tudo a funcionar na perfeição: melodia, ritmo, letras e voz.
Pena que a voz tenha cedido à heroína e outros vícios, sendo despedida da banda em 2013. Scott Weiland é um dos poucos grandes vocalistas a surgir em plena euforia grunge e que merecia melhor destino. E muito melhor sorte merecia o legado dos Stone Temple Pilots do que ter como substituto de Weiland o asqueroso Chester Bennington, da banda abaixo de medíocre Linkin Park. Uma tristeza de escolha e, garantidamente, a perda de um fã deste lado do Atlântico. E desconfio que não devo ser o único, a julgar pelos primeiros sons a surgir desta nova reencarnação dos STP. Assustadoramente mau!

Mas voltemos a "Sour Girl", que é o que interessa e que tem um video tipicamente 90's, cheio de tiques psicológicos, cores saturadas, narrativas parvas e a presença de modelos e/ou actrizes que estavam a chegar à ribalta, nesta caso Sarah Michelle Gellar, a eterna "Buffy, the Vampire Slayer".

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nirvana - Aneurysm (Live at Reading 1992)

Pior começo de semana seria impossível. Apetece-me partir umas guitarras à la Nirvana. Não é bonito, mas certas pessoas mereciam não um mas vários aneurismas...