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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Os fabulosos irmãos Gonzalez e Cocker.

É um dos discos mais surpreendentes e bonitos a chegar-nos às mãos nos últimos tempos. Chama-se "Room 29" e junta duas personagens únicas, Chilly Gonzalez e Jarvis Cocker, e é editado pela Deutsche Grammophon. Parece estranha esta mistura de dupla e editora, mas faz todo o sentido a partir do momento que a agulha toca no disco.

What if a hotelroom could "sing" of the life stories and events it had witnessed? Intrigued by that question, Canadian pianist and composer Chilly Gonzales and Pulp frontman Jarvis Cocker conjure up the lifes of previous occupants of Hollywood's Chateau Hotel Marmont. Many infamous and famous guests like actress Jean Harlow or Mark Twain's daughter Clara inhabited the hotel's room 29. Thus, the Deutsche Grammophon album appears as a 21st-century song cycle about glittering fantasy and often bleak reality of Hollywood and at the same time as metaphor for a place within each of us, home to our deepest desires and fantasies.

O senhor Cocker é também o responsável pela realização dos vídeos.







terça-feira, 12 de agosto de 2014

Gente comum mas cheia de graça. - II

Domingo, o dia do senhor, foi dedicado ao filho dele, J. C..
O novo documentário sobre Jarvis Cocker e os seus apóstolos, encheu de graça a nossa vida comum. "Pulp, a Film about Life, Death and Supermarkets" é um testemunho de vida de uma banda e da terra que a viu nascer, crescer e tornar-se alguém. Divertido, nostálgico, educativo e terrivelmente emotivo, o documentário de Florian Habicht é uma declaração de amor das gentes de Sheffield à sua banda maior e de como o romance se mantém, 30 anos depois da estreia nas lides musicais.

Fica o trailer do filme e "Little Soul", atestado de maturidade e talento dos Pulp, em 1998.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gente comum mas cheia de graça.

Gosto deste tipos, aliás, gosto muito destes tipos.
Adoração antiga, desde os primeiros meses de faculdade, quando um cd de "Different Class" veio parar -me às mãos. Vivia-se o ano de 1995 e a primeira audição foi amor instantâneo sem necessidade de juntar a água. Tudo era maravilhoso: as letras, as músicas, o grafismo do álbum e, sobretudo a figura de Jarvis Cocker. Estávamos no auge da brit pop. Havia a pseudo-guerra entre Blur e Oasis, os Suede tentavam manter-se à tona das suas próprias ambições, e depois havia, na working class town de Sheffield, os Pulp.

Profeta dos desajustados, dos "Adrian Mole" que cresceram nos 80's, feroz crítico da sociedade inglesa e comentador favorito das perversões da classe média, Cocker era o tipo esquisito que nos atirava à cara histórias de gente comum enquanto dançava com trejeitos de epiléptico.

Daí em frente, os Pulp nunca mais largaram a aparelhagem lá de casa. O recuar até "His N' Hers", de 1994, o aguardar ansiosamente por "This His Hardcore", de 1998, e a despedida com "We Love Life", de 2001, este último com a produção de um herói musical de Cocker (e meu também!!), Scott Walker, são passos de fã que se confundem com passos da vida pessoal, uma espécie de procura constante pela banda sonora ideal para entrada na vida adulta, ou seja lá o que isso for.

E depois havia a imagem. Era a sexualidade desajeitada, o humor sarcástico, a crítica mordaz e a qualidade dos videoclips que promoviam a banda. Para não cair sempre nos exemplos mais óbvios (e vistos) dos videos de "Common People" ou "Disco 2000", decidi trazer uma canção menos divulgada de "Different Class", e canções significativas de cada um dos outros álbuns referidos acima. Sucessão de curtas metragens muito bem conseguidas, peço a vossa atenção para o último video, "Bad Cover Version". É um mimo de bom gosto humorístico, paródia ao video do Live Aid, com imitadores de músicos conhecidos a cantarem sobre uma má versão de um original. Priceless!







sexta-feira, 5 de julho de 2013

After you!

A partir de hoje, durante uma semana, vou andar atrás de alguém.
Para todo lado! 
No, please, I insist, after you...