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quarta-feira, 13 de março de 2019

Coisas que nos fazem felizes. - III

Hoje à noite vai haver romaria para ver Ólafur Arnalds no Coliseu dos Recreios.

Fiquem com o vídeo de "Doria", uma das peças que ouviremos mais logo, do álbum "Island Songs", de 2016. O vídeo é de Baldvin Z. Espreitem também um dos pequenos vídeos que documentam a actual digressão, gravado no dia 10, no Theatro Circo de Braga.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Vida insular.

É hoje editado o novo álbum de Yann Tiersen. Chama-se "All" e foi gravado em The Eskal, o novo estúdio/residência que o músico francês criou numa discoteca abandonada, na pequena ilha de Ushant. O primeiro single é este "Tempelhof" e o vídeo capta a actuação do músico no referido estúdio e a passear pela ilha.

Digam lá se não foi uma sexta-feira cheia de coisas bonitas?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Wherever we are, what we hear is mostly noise.

A citação é de John Cale e serve de entrada a "STUMM433", uma nova compilação da Mute Records. A novidade está aqui, mas, dada a importância do projecto, justifica-se a colagem da explicação:

We are delighted to announce our latest release in the MUTE 4.0 (1978 > TOMORROW) series: STUMM433, a box set collating an unprecedented selection of Mute artists past, present and future, out in May 2019.

From The Normal, the artist that started Mute, to the label’s newest signing, K Á R Y Y N, STUMM433 will feature a huge array – over 50 – of Mute artists including Depeche Mode, Yann Tiersen, Liars, Silicon Teens, Irmin Schmidt and many more, all presenting their own interpretation of one piece of music: John Cage’s game-changing composition, 4’33”.

4’33” is among the most important of all contemporary music compositions. Composed and premiered in 1952, 4’33” is a piece for any instrument or combination of instruments. The score instructs the performer or performers not to play their instrument for the duration of the piece (generally four minutes and 33 seconds). As challenging and thought-provoking now as it was when it was premiered, 4’33” completely changed popular thinking on silence, sound, composition and listening.


O primeiro destaque de "STUMM433" ficou a cargo dos Laibach e da sua versão readymade dos famosos quatro minutos e trinta e três segundos de John Cale, gravada durante uma instalação/performance da banda com a artista croata Vlasta Delimar, na galeria Bačva, em Zagreb, a 28 de agosto do ano passado.



Agora é só divulgarem a versão dos Depeche Mode que nós já temos título para a posta: "Enjoy The Silence"!

Pelas ondas da rádio - XXX - edição islandesa

Não é demais lembrar que temos o privilégio de receber o islandês Ólafur Arnalds no Coliseu dos Recreios, dia 13 de março. Para embalar a malta para uma quinta-feira bonita mas fria, aqui fica mais uma actuação do músico, desta vez no Iceland Airwaves 2018 da KEXP.

E por falar em dias bonitos e frios, mais uma fotografia da bela terra do Sr. Arnalds.



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Coisas que nos fazem felizes.

Islândia.
Reiquiavique.
Ólafur Arnalds a falar sobre o seu novo álbum, "Re:member".
E também metem Londres no pacote!
Happy days!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Serviço público - IX

Não nos cansamos de querer mostrar ao mundo como um islandês de 32 anos de idade pode ser um dos mais talentosos músicos do século XXI. Ólafur Arnalds visitou os estúdios da NPR e nós ficámos a salivar pelo concerto de 13 de março do próximo ano.

Deixamos aqui um excerto das palavras do músico e apresentador da NPR, Bob Boilen, quando explica aquilo que presenciou nos estúdios da sua rádio:

About ten minutes into the performance Ólafur looked behind him at the two pianos, looked to the NPR crowd and said, "well I guess you're all wondering 'what and why,' to which there's no easy answer." He hit the keys on his electronic keyboard and the two pianos behind responded with cascading, raindrop-like notes. "What I can say," he continued, "is that I've spent two years and all of my money on this — to make my pianos go bleep-bloop." What Ólafur was referring to is software that he and his coder friend, Halldór Eldjárn developed. A computer, loaded with this musical software (which Ólafur calls the Stratus system), "listens" to Ólafur's keyboard performance and responds by creating patterns that are musically in tune with the chord or notes Ólafur performed.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Lugar garantido.

O bilhete para ver o islandês Ólafur Arnalds no Coliseu dos Recreios, dia 13 de março de 2019, já está religiosamente guardado lá em casa. Não é caso para menos, pois não é todos os dias que temos oportunidade de ver e ouvir um dos compositores europeus mais interessantes, numa sala com boas condições sonoras, como oferece o número 96 da Rua das Portas de Santo Antão.

O novo álbum chama-se “re:member" e é editado no dia 24 de agosto. O terceiro single é este "saman". O vídeo é de Matthias Maercks.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

R.I.P. - XV

Apesar de virmos com cinco dias de atraso, não queremos deixar de prestar homenagem a um dos grandes compositores do século XXI, o islandês Jóhann Jóhannsson, que faleceu no sábado, dia 10, em Berlim.

Citamos o crítico inglês do The Guardian, Joe Muggs, após ter visto Jóhann Jóhannsson ao vivo no The Barbican, em 2012: He makes music for endings, shut-down mines, obsolete mainframe computers and failed utopias ... the notes fade away, the stories have already finished, everything ends.

E que melhor maneira de homenagear, do que recordar a passagem de Jóhann Jóhannsson pelas Icelandic Airwaves, da KEXP, em 2011.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ABBA ao piano.

A Deutsche Grammophon não costuma dar passos em falso e este certamente não será um deles. Poder revisitar o trabalho dos ABBA e a critividade do mentor musical da banda é uma receita de sucesso.

É essa a proposta deste "Piano", editado a 29 de setembro passado. Não chegará a número 1, como foi o caso de "Waterloo", "Mamma Mia" ou "Dancing Queen", mas é bom poder confirmar a qualidade intacta de um grande músico como Benny Andersson.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Memórias do frio.
























É difícil voltar à rotina quando levamos na cara com uma chapada de natureza em estado bruto.
E na garganta.

Mas cá estamos de volta. Ainda com sons da ilha nos ouvidos, recuperamos um dos talentos locais, Ólafur Arnalds, que regressou ao seu primeiro álbum, "Eulogy For Evolution", de 2007, e o reviu e reeditou com o nome "Eulogy For Evolution 2017".

O vídeo é de Eilifur Örn.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Os fabulosos irmãos Gonzalez e Cocker.

É um dos discos mais surpreendentes e bonitos a chegar-nos às mãos nos últimos tempos. Chama-se "Room 29" e junta duas personagens únicas, Chilly Gonzalez e Jarvis Cocker, e é editado pela Deutsche Grammophon. Parece estranha esta mistura de dupla e editora, mas faz todo o sentido a partir do momento que a agulha toca no disco.

What if a hotelroom could "sing" of the life stories and events it had witnessed? Intrigued by that question, Canadian pianist and composer Chilly Gonzales and Pulp frontman Jarvis Cocker conjure up the lifes of previous occupants of Hollywood's Chateau Hotel Marmont. Many infamous and famous guests like actress Jean Harlow or Mark Twain's daughter Clara inhabited the hotel's room 29. Thus, the Deutsche Grammophon album appears as a 21st-century song cycle about glittering fantasy and often bleak reality of Hollywood and at the same time as metaphor for a place within each of us, home to our deepest desires and fantasies.

O senhor Cocker é também o responsável pela realização dos vídeos.







sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

The eye in the sky.

Partimos para o fim-de-semana ao som do canadiano Matt Robertson. O músico, compositor, produtor e orquestrador tem um novo disco, "In Echelon", dedicado ao tema da vigilância. Robertson descreve o conceito do disco da seguinte maneira:

I liken the surveillance phenomenon to a huge slow moving airship that everyone can see, but because it just hovers around really slowly, after a while people become used to it and eventually ignore it or get used to its presence. A lot of the harmonic ideas are really slow moving, but sometimes against a faster moving background. Also harmonically I think some of it is slightly uncomfortable, but wrapped in a comfortable shell.

Estranho? Sim, mas muito bom. Aqui ficam duas amostras do novo trabalho: "Hold" e "PostScript"



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Germânicos com o coração no sítio certo.

Um dos nossos alemães favoritos, Konstantin Gropper, está de volta com o seu projecto "Get Well Soon" e trouxe uns quantos (muitos) amigos, para tocarem ao vivo uma abordagem sinfónica do seu álbum de 2011, "Vexations". A actuação de Gropper, com a Orquestra do Nationaltheater Mannheim, conduzidos por Matthew Toogood (grande nome!!), ocorreu a 23 de outubro, na Ópera de Mannheim, e vai ter direito a edição em disco. O álbum chama-se "VEXATIONS16" e todos os lucros da venda do disco serão doados para a organização SAVE THE CHILDREN. Para saberem mais, espreitem aqui.

Se a caridade não vos comoveu, aqui fica "We Are Free", para mostrar que há alemães de sangue quente.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Improvisos e boa companhia.

Juntem dois tipos talentosos, num estúdio artilhado de pianos, órgãos e sintetizadores, numa noite de verão em Berlim e dá nisto. O islandês Ólafur Arnalds e o alemão Nils Frahm apresentam-nos a sessão que deu origem a "Trance Frendz", o segundo disco que foi lançado na compilação da dupla "Collaborative Works". Para um melhor entendimento do processo de criação, fiquem com as palavras de Arnalds e Frahm:

After deciding to release the other studio collaborations, we planned to do a video session of us performing an improvised duo to promote the release. On the 28th of July 2015 we met up at Durton Studio in Berlin, and invited Alexander Schneider and his camera to document it. But instead of ending the session after the first take we continued to improvise throughout the night, ending up with several new pieces written and recorded in 8 hours with no overdubs and no edits.

We felt there was something special in these songs. They arrived so quickly and so unexpectedly, and at the end of the night we had all this music that sounded unfamiliar even to us — loudly asking to be included in this collection, especially because our friendship and collaboration originally started with live improvisation on stage.


A realização do documentário/performance é de Alexander Schneider e Mickael Brock

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Coisa bonita.

Uma melodia bonita para acompanhar este final de tarde solarengo. SKy76 com "In the depths of the memory", do álbum "Close-Up". Precisão na construção, equilíbrio, beleza harmónica. Um verdadeiro trabalho de relojoeiro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ponto bem feito. II

Depois do susto que apanhámos com aquele lixo dos Chairlift, limpemos os ouvidos (e a vista) com outro dos músicos que compõem o cartaz do Vodafone Mexefest, o francês Nicolas Godin, dos Air. Do álbum "Contrepoint", que também já mereceu o nosso destaque aqui, trazemos o single "Orca". Godin pega numa peça de Johann Sebastian Bach, dá-lhe o tratamento Wendy Carlos* e produz magia. Datada e pouco original, é certo, mas muito bem disposta.

O video é de Sean Pecknold.



*Não sabem quem é? Investiguem ou oiçam a banda sonora de "A Clockwork Orange", clássico de 1971, de Stanley Kubrick.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ponto bem feito.

Nicolas Godin, a metade mais alta do duo francês Air, lançou o seu primeiro álbum a solo.
Chama-se "Contrepoint", é cantado em francês, italiano, português 'abrasileirado' e alemão, e é um mix de pop, electrónica, easy listening, jazz e clássica, tudo misturado de uma forma inteligente, a lembrar as aventuras sónicas de alguns projectos italianos, franceses e alemães da década de 1970. Ou seja, Godin não se afasta um milímetro da fórmula que criou nos Air, apenas lhe adicionou mais uns pózinhos dos avôs Bach, Mozart & Co., envolvendo tudo de uma forma elegante e distinta. Cuisine française, é o que é!

Um dos singles já extraído do álbum é este "Widerstehe Doch Der Sünde", com um belíssimo video realizado por The Sacred Egg.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Concerto para piano em chuva menor.

"Octave Minds" é o nome do projecto (e álbum) que junta o canadiano Chilly Gonzales e o alemão Alexander Ridha, mais conhecido como Boys Noize, num dueto piano e electrónicas. Revelaram pela primeira vez as canções deste projecto, ao vivo, a 3 de setembro, em Berlim, na Teufelsberg, uma antiga estação de espionagem da guerra fria, onde faziam o rastreio de comunicações. Todo o cenário da actuação foi mantido em secretismo e foi dado o nome de "Zeitgeist Symbiosis" ao evento que contou com a direcção de palco de Brendan Shelper e o design de luz de Chris Moylan.
A assessorar musicalmente Chilly e Ridha esteve o quarteto de cordas Kaiser Quartett.

Um belo acontecimento, que até teve direito a uma chuvada a estragar maquinaria, quase no final do espectáculo, mas que não tirou a boa disposição aos músicos. Percam 50 minutos do vosso dia a ouvir (e ver) isto, que vale a pena.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Anseios. - II

Do filme e da banda sonora já aqui falámos.
Hoje trazemos mais uma música da banda sonora que os Cat's Eyes fizeram para o filme "The Duke of Burgundy", com um curioso video realizado por Rachel Zeffira, para a belíssima "Requiem For The Duke of Burgundy".

Belos orifícios que a Sra. Zeffira tem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dissonância.

O minimalismo é chato, não é? Então ouçam um dos melhores pianistas do Século XX, o canadiano Glenn Gould, a tocar uma peça de um dos maiores compositores do século XX, o austríaco Anton Webern. Não deixa de ser curioso que esta interpretação fantástica venha pelas mãos do chamado "profeta de Beethoven". Na verdade, Gould alicerçou a sua carreira na execução exímia de peças de Beethoven. E se para este último a regra era preferível ao caos, Webern inverte o conceito, apoiando o Modernismo musical em escalas seriais e no dodecafonismo, ainda que Beethoven fosse um dos seus heróis.

Minimalismo, Dodecafonismo, Shakira. A música é realmente fantástica.