Os Gerry & The Holograms poderão ser uma nota de rodapé na música que saiu de Manchester e da própria história da música. Mas ouvir o primeiro e homónimo álbum desta banda não pode deixar ninguém indiferente, nomeadamente quem goste um pouco de synthpop e da história da música de dança.
Projecto de John Scott e CP Lee, teve curta duração, mas deixou uma marca importante e influenciou muitos artistas que se seguiram. As más línguas dizem, aliás, que este single serviu de inspiração (alguns atrevem-se a falar de plágio) a "Blue Monday", dos New Order.
Maledicências à parte, é um grande momento da música eletrónica.
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sexta-feira, 20 de março de 2020
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Italo Disco - XIV
Blasfémia! Chamar aos grandes Electric Youth Italo-Disco?! Metê-los no mesmo caixote do lixo que essa praga electrónica que nos sujou os anos 80! Calma! Eu até gosto dos Electric Youth, mas nem tudo é branco ou preto, há umas tonalidades a permear o espectro musical daquilo que entendemos, genericamente, como Electrónica. E, acima de tudo, nunca esquecer que, em música, a revolução é muito complicada. Tudo se desenvolve por evolução, mistura, corte e costura.
Portanto, este bonito "Faces" não é nada mais do que uma versão acelerada de outro "Faces", neste caso dos Clio, banda encabeçada por Maria Chiara Perugini (ligada, igualmente, aos Clio & Kay).
O OMO pode lavar mais branco, mas o tempo ainda é mais eficaz.
Portanto, este bonito "Faces" não é nada mais do que uma versão acelerada de outro "Faces", neste caso dos Clio, banda encabeçada por Maria Chiara Perugini (ligada, igualmente, aos Clio & Kay).
O OMO pode lavar mais branco, mas o tempo ainda é mais eficaz.
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Lisboa, Portugal
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
A agenda dos tempos que correm. - IV
Encerramos hoje o desvendar de "Agenda" , o mais recente EP dos Pet Shop Boys. A quarta e última canção do disco é esta "The forgotten child".
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
A agenda dos tempos que correm. - III
"What are we going to do about the rich?" é o terceiro tema de "Agenda", descrito por Neil Tennant como: a sort of mock-protest song. We’re talking about extreme rich – oligarchs and that kind of thing. The super-rich. Chris Lowe acrescenta: The ones that don’t pay any tax.
É talvez o menos conseguido dos três temas já conhecidos de "Agenda", mas segue a linha de forte crítica social e política que os Pet Shop Boys adoptaram no seu novo EP.
É talvez o menos conseguido dos três temas já conhecidos de "Agenda", mas segue a linha de forte crítica social e política que os Pet Shop Boys adoptaram no seu novo EP.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
A agenda dos tempos que correm. - II
Depois da sátira política, os Pet Shop Boys atiram-se à redes sociais com "On social media", o segundo tema do EP "Agenda". Canção e vídeo absolutamente deliciosos.
Toca a tuítar, dar laiques e postar tudo! Axetague: o que é que pode correr mal?
Toca a tuítar, dar laiques e postar tudo! Axetague: o que é que pode correr mal?
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Malta preguiçosa, pá!
Lembrei-me esta manhã de "Bulbform", do primeiro álbum dos canadianos Trust (agora TR/ST), e tem sido o dia todo a recordar as grandes músicas que este projecto nos tem legado. Bom, na verdade são apenas dois álbuns, TRST (2012) e Joyland (2014). Não está na altura de lançar algo novo?
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Lisboa, Portugal
sexta-feira, 16 de março de 2018
DFA & LCD
Se as notícias recentes sobre os LCD têm sido positivas, a DFA, editora de James Murphy, também tem demonstrado boa saúde, com algumas edições bem interessantes, como é o caso destes Essaie Pas, banda canadiana que lançou hoje o seu novo LP " New Path".
Oferecem-nos um synth futurista e industrial, baseado num cenário distópico com influências dos primeiros trabalhos de Cabaret Voltaire, Human League ou DAF, ainda que numa roupagem mais moderna e reminiscente do FSOL.
O vídeo foi realizado por Christophe Royal King.
Oferecem-nos um synth futurista e industrial, baseado num cenário distópico com influências dos primeiros trabalhos de Cabaret Voltaire, Human League ou DAF, ainda que numa roupagem mais moderna e reminiscente do FSOL.
O vídeo foi realizado por Christophe Royal King.
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Lisboa, Portugal
terça-feira, 6 de março de 2018
Synth do bom.
Ah, o revivalismo synth! Sim, aquele que já nos deu tanta porcaria. Por isso mesmo é que é importante estar atento àqueles que se diferenciam do rebanho. É o caso do projecto Void Vision, da norte-americana Shari Vari, que desde 2009 nos presenteia com bom material, músicas bem construídas e uma voz intensa.
"The Source", single de "Sub Rosa", editado através da Mannequin Records.
"The Source", single de "Sub Rosa", editado através da Mannequin Records.
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Lisboa, Portugal
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Basildon, 1983.
Voltamos a abrir os arquivos da Mute Records para recordar os The Assembly, um projecto menos conhecido de um dos músicos/compositores mais notáveis da pop da década de 1980, Vince Clarke.
Nascido em 1960 e baptizado como Vincent John Martin, Clarke esteve na génese de uma das mais importantes bandas de synthpop de sempre, os Depeche Mode. Fundados em 1980, na deprimente cidade de Basildon, os Depeche Mode começaram por se chamar Compositon of Sound, e eram um projecto de Clarke com os amigos de escola, Andrew Fletcher e Martin Gore, aos quais se juntou David Gahan nas vozes. Vince Clark foi o principal responsável pela escrita e som do álbum de estreia dos DM, "Speak & Spell", editado em 1981 pela Mute. Para a história ficou o hino "Just Can't Get Enough" e uma saída atribulada dos DM. A dificuldade de gestão dos egos dentro da banda e toda a exposição mediática a que esta o obrigava ditou a sua saída.
A preferência do músico ia para composição e escrita a solo de canções pop. Só precisava de quem lhe cantasse as músicas. Estava criado o arquétipo da carreira do músico inglês: eu componho e toco, tu cantas. A voz de outra colega de escola, Alison Moyet, foi a escolhida por Clark para o seu novo projecto: os Yazoo. Iniciado em finais de 1981 e com dois bons álbuns em carteira, "Upstairs at Eric's" e "You and Me Both", Vince Clarke decide colocar os Yazoo na 'prateleira'. Estávamos no início de 1983.
Nas rádios ainda rodavam clássicos como "Only You", "Don't Go" e "Situation", e já Clarke estava a preparar uma nova colaboração com o produtor musical Eric Radcliffe (aka. E.C Radcliffe), outro tipo de Basildon. Chamaram-se The Assembly e duraram até 1985. Pelo meio fundaram a editora Reset Records e produziram canções para outros músicos como Robert Marlow e Paul Quinn (Bourgie Bourgie), mas o ponto alto da carreira dos The Assembly foi o single "Never Never", com a voz de Feargal Sharkey (The Undertones). A canção chegou ao número 4 do UK Singles Chart e aí ficou durante dez semanas.
Em 1985, Vince Clarke dá aos The Assembly o mesmo tratamento que tinha dado aos Yazoo, a 'prateleira'. Volta a demanda por uma nova voz, coloca um anúncio no Melody Maker, responde um tal de Andy Bell — fã do trabalho de Clarke —, criam uma banda chamada Erasure e o resto é história. Talvez o meu mui estimado colega de estaminé a queira contar...
Nascido em 1960 e baptizado como Vincent John Martin, Clarke esteve na génese de uma das mais importantes bandas de synthpop de sempre, os Depeche Mode. Fundados em 1980, na deprimente cidade de Basildon, os Depeche Mode começaram por se chamar Compositon of Sound, e eram um projecto de Clarke com os amigos de escola, Andrew Fletcher e Martin Gore, aos quais se juntou David Gahan nas vozes. Vince Clark foi o principal responsável pela escrita e som do álbum de estreia dos DM, "Speak & Spell", editado em 1981 pela Mute. Para a história ficou o hino "Just Can't Get Enough" e uma saída atribulada dos DM. A dificuldade de gestão dos egos dentro da banda e toda a exposição mediática a que esta o obrigava ditou a sua saída.
A preferência do músico ia para composição e escrita a solo de canções pop. Só precisava de quem lhe cantasse as músicas. Estava criado o arquétipo da carreira do músico inglês: eu componho e toco, tu cantas. A voz de outra colega de escola, Alison Moyet, foi a escolhida por Clark para o seu novo projecto: os Yazoo. Iniciado em finais de 1981 e com dois bons álbuns em carteira, "Upstairs at Eric's" e "You and Me Both", Vince Clarke decide colocar os Yazoo na 'prateleira'. Estávamos no início de 1983.
Nas rádios ainda rodavam clássicos como "Only You", "Don't Go" e "Situation", e já Clarke estava a preparar uma nova colaboração com o produtor musical Eric Radcliffe (aka. E.C Radcliffe), outro tipo de Basildon. Chamaram-se The Assembly e duraram até 1985. Pelo meio fundaram a editora Reset Records e produziram canções para outros músicos como Robert Marlow e Paul Quinn (Bourgie Bourgie), mas o ponto alto da carreira dos The Assembly foi o single "Never Never", com a voz de Feargal Sharkey (The Undertones). A canção chegou ao número 4 do UK Singles Chart e aí ficou durante dez semanas.
Em 1985, Vince Clarke dá aos The Assembly o mesmo tratamento que tinha dado aos Yazoo, a 'prateleira'. Volta a demanda por uma nova voz, coloca um anúncio no Melody Maker, responde um tal de Andy Bell — fã do trabalho de Clarke —, criam uma banda chamada Erasure e o resto é história. Talvez o meu mui estimado colega de estaminé a queira contar...
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terça-feira, 14 de novembro de 2017
O que é que fizemos.
Ultimamente, por aqui, temos feito pouco. Pedimos desculpa aos nossos espectadores.
Quem tem andado atarefado com disco novo e uma digressão que vai passar por Portugal, no dia 16 de fevereiro, na Aula Magna, são os eternos Orchestral Manoeuvres in the Dark. O disco chama-se "The Punishment of Luxury" e já o ouvimos: não sendo genial, é um disco bem conseguido e não desvirtua o património sonoro da banda. Hoje trazemos o último single a ser editado, "What Have We Done", com um vídeo a publicitar o correcto uso de drones.
Quem tem andado atarefado com disco novo e uma digressão que vai passar por Portugal, no dia 16 de fevereiro, na Aula Magna, são os eternos Orchestral Manoeuvres in the Dark. O disco chama-se "The Punishment of Luxury" e já o ouvimos: não sendo genial, é um disco bem conseguido e não desvirtua o património sonoro da banda. Hoje trazemos o último single a ser editado, "What Have We Done", com um vídeo a publicitar o correcto uso de drones.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Mais um bom retorno.
Já era tempo dos Soulwax editarem um LP a sério depois de cerca de 10 anos de hiato. O oitavo álbum deste trio belga, composto por 12 músicas, num total de cerca de 48 minutos, tem a particularidade de ter sido gravado num único take. Outros destaques? É o caminho dos Soulwax, banda que cria as suas próprias tendências, pelo que não é um álbum de synthpop que se insere nas correntes mais actuais do género. Muitas repetições, muitos padrões comuns, que ainda assim não geram aborrecimento.
É um álbum muito bem pensado, conseguido, mas que tem falhas ao nível da inovação e da surpresa que seria de esperar de novas composições dos Soulwax. É bom mas não é fantástico. Para ouvir mais umas vezes e ver se "cresço" nele.
É um álbum muito bem pensado, conseguido, mas que tem falhas ao nível da inovação e da surpresa que seria de esperar de novas composições dos Soulwax. É bom mas não é fantástico. Para ouvir mais umas vezes e ver se "cresço" nele.
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