quarta-feira, 17 de abril de 2019

Carnucha da boa!

Esta sexta-feira, que já é santa para muitos, será ainda mais abençoada com o lançamento de "Serfs Up", o terceiro álbum dos ingleses Fat White Family.

O projecto encabeçado por Lias Kaci Saoudi e com Saul Adamczewski (Insecure Men) de volta à banda, já lançou três singles de promoção do novo trabalho. E a coisa está muito bem encaminhada: entre o disco de "Feet", o glam rock de "Tastes Good With The Money", com uma participação especial de Baxter Dury, e o rock à la The Bad Seeds de "When I Leave", ficámos cheios de apetite para o banquete de carne gorda que será servido dia 19!

O vídeo de "Feet" foi realizado por CC Wade e "Tastes Good With The Money" por Róisín Murphy. Sim, essa mesmo. E com uma bonita homenagem aos Monty Phyton!





terça-feira, 16 de abril de 2019

As políticas que importam.

Chama-se "Politics" e é o 12.º álbum dos The Divine Comedy, do Sr. Neil Hannon. Tem edição marcada para dia 7 de junho.

O primeiro avanço é este "Queuejumper" que tresanda a Sparks. O que não é mau, muito pelo contrário. Mas já sabem que temos uma fixação doentia pelo talento e obra do Sr. Hannon, sobretudo pelas suas composições mais orquestrais e arrebatadoras. Mas, como não desdenhamos uma boa pop (à moda antiga), vamos ter de andar por aí alegremente a cantarolar:

I jump the queue,
I jump the queue,
I jump the queue,
Because I'm smarter than you...


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Música para afastar gente.

"A Bath Full of Ecstasy" é o título do novo disco dos Hot Chip, que tem data de edição marcada para dia 21 de junho. O primeiro single é este "Hungry Child".

O vídeo é de Saman Kesh e tem uma premissa bem engraçada. Espreitem:

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Fáceis de encontrar, difíceis de largar.

Temos um carinho especial pelos The National.

Da descoberta da banda norte-americana através de "Alligator", o seu terceiro álbum de originais, lançado em 2005, ao primeiro concerto em que os vimos, na Aula Magna, a promover "Boxer", de 2007, e que deu direito a uma ida às urgências de Sta. Maria, os The National foram aquele segredozinho bem guardado. Era só nosso, apenas o partilhávamos com os amigos mais próximos e que confiávamos ter um bom gosto musical. Era ao som de "Fake Empire" que se dançava com quem se partilha a vida.

Mas "Boxer" foi grande demais para a nossa pequena discoteca. Alguém o roubou, alguém o emprestou, alguém o pôs a tocar e foi o fim do nosso segredo. Deixámos o mundo conhecê-lo e fizemos outros felizes. Os The National ficaram mais conhecidos, globalizaram-se, mas não deixaram de fazer grandes álbuns: "High Violet" (2010), "Trouble Will Find Me" (2013) e "Sleep Well Beast" (2017).

Chegados a 2019, sabemos que o nosso segredo terrivelmente mal guardado tem um novo disco. Chama-se "I Am Easy to Find" e vai ser lançado a 17 de maio, com direito a uma curta-metragem do escritor/designer gráfico/realizador Mike Mills, que já fez vídeos para os Air, Les Rythmes Digitales, Blonde Redhead, The Divine Comedy e Pulp, assim para citar uns quantos. As longas metragens "Thumbsucker", "Beginners" e "20th Century Women" também são dele. É outro tipo por quem também temos um carinho especial.

Vai daí, com tanta coisa boa junta, achámos que seria hora de mostrar o que os The National andaram a fazer com Mike Mills. E que envolveu também a actriz sueca Alicia Vikander. Fiquem com o trailer da curta e o primeiro single do álbum, "Light Years".

Vá, contem aos vossos amigos com bom gosto que o nosso segredo continua vivo e a fazer-nos sorrir.




sexta-feira, 29 de março de 2019

Napalm para cima deles.

Os Rammstein estão de regresso, com novo álbum e novo single. Como habitualmente, nada é deixado ao acaso e a provocação vai até aos limites. Parece que aquilo lá pela Alemanha tem provocado algumas reacções efusivas...

Mas bom, já nada admira. No outro dia uma ministra sueca apareceu de rastas e foi acusada de apropriação cultural. Ou então o caso de uma representação de uma tragédia grega em que os actores pintaram a cara de preto e foram acusados de racismo.

Portanto, Beyoncé, Rhianna, Mariah Carey, é favor usar carapinha pois cabelos esticados é uma apropriação cultural que estão a fazer. E brasileiros com restaurantes de sushi? Apropriação cultural.

O melhor é fazer como os Rammstein em concerto: napalm para cima deles todos e assistir de bancada a isto a arder.

segunda-feira, 25 de março de 2019

R.I.P. - XXII

Murro no estômago: perdemos Scott Walker.

Aos 76 anos de idade, desaparece um dos artistas norte-americanos que melhor combinou a luz e a escuridão na criação de peças musicais.

Nascido Noel Scott Engel, foi com o apelido artístico de Walker que o mundo o descobriu e venerou. Formou os The Walker Brothers, em 1964, com John Maus e a Gary Leeds, que também se tornaram Walker. Entre 1965 a 1967, conquistaram os tops mundiais com clássicos pop, chegando a rivalizar com os The Beatles nos tops ingleses. Mas Scott Walker não era fã do estrelato nem da fama popularucha, e, em 1967, decide começar a compor e a gravar a solo. Edita quatro álbuns absolutamente essenciais: "Scott" (1967), "Scott 2" (1968), "Scott 3" (1969) e "Scott 4" (1969), todos sob a sombra de Jacques Brel, de quem Scott era um fã assumido.

Os The Walker Brothers voltam a reunir-se em 1975 e, ao fim de dois álbuns banais, decidem assumir toda a escrita e composição de "Nite Flights", álbum maior de 1978. Scott Walker ensaia nesse álbum novos métodos de trabalho e de criação, que o inspiram para a sua futura obra a solo. A pop é afastada do seu repertório, o rock alternativo e os movimentos avant-garde entranham-se na obra de Walker. As duas décadas seguintes apenas testemunharam dois discos de originais, "Climate of Hunter" (1984) e "Tilt" (1995). Este último é uma obra fascinante, visceral e difícil, que cruza o rock industrial com música clássica. "The Drift" (2006), "Bish Bosch" (2012) e "Soused" (2014) são obras de maturidade da veia experimentalista iniciada em "Tilt", discos de difícil audição para o ouvinte comum, mas referências musicais únicas para inconformistas e melómanos.

Scott Walker compôs também bandas sonoras para "Pola X" (1999), de Léos Carax, "The Childhood of a Leader" (2016) e "Vox Lux" (2018), ambos de Brady Corbet.

Na hora da despedida, recordamos momentos marcantes da obra de Scott: "After The Lights Go Out", de "The Sun Ain't Gonna Shine Anymore" (1966), "It's Raining Today", de "Scott 3", e "Farmer in the City (Remembering Pasolini)", de "Tilt".





quarta-feira, 20 de março de 2019

Versões - LXXIV

Parece que têm havido umas queixas sobre a extrema erudição deste blogue, que está afastado das correntes musicais actuais e que não conecta com a juventude deste país.

Ainda não vamos começar com a publicação dos grandes Flo Rida, Akon ou Don Omar. Mas, dando passos pequeninos, recordamos duas grandes bandas do passado, os Vengaboys e os Aqua. Quem mais poderia ter versos tão eloquentes como estes:

"Boom boom boom boom
I wanna double boom
And spend the night together
Together in my room"

Era bonito, não era? Mas não vai ser. Versão das The Prettiots para dois sucessos de Verão dessas bandas do Euro-Dance. Acompanhem estas meninas, que ainda só têm um álbum, "Funs Cool", mas que parecem ter jeito para a coisa.