quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Emissão retomada. II

Voltamos à rubrica 'mete-as-novidades-atrasadas-em-dia', desta vez em versão electrónica:

"Singularity", o mais recente disco de Jon Hopkins teve direito a um novo single, "Feel First Life". O vídeo é de Elliot Dear.




Ouvimos agora uns sintetizadores bem vintage: "Oh Baby", dos LCD Soundsystem, a faixa que abre o seu último de originais, "American Dream". O vídeo é de Rian Johnson Starring e conta com as participações especiais de Sissy Spacek e David Strathairn.




Alexis Taylor, o vocalista dos Hot Chip, ainda anda a promover o álbum "Beautiful Thing", lançado em abril deste ano. A nova aposta do músico inglês vai para a versão de "Suspicious of Me", aqui com o toque de Tim Goldsworthy, um dos co-fundadores da DFA Records. O vídeo é de Edwin Burdis.




Da nossa adorada Islândia, voltamos a receber os mais distintos embaixadores da música electrónica local: os GusGus. A música chama-se "Don't Know How To Love", conta com a voz de John Grant nos coros. O álbum chama-se "Lies Are More Flexible" e também foi lançado em abril deste ano. O vídeo é de Ellen Lofts, Andri Haraldsson e Baltasar Breki Samper.







terça-feira, 6 de novembro de 2018

Em perseguição.

7 de dezembro é a data do lançamento de "Chasescene", o novo disco do norte-americano Daniel Knox. Já temos dois singles para mostrar: "Cut From The Belly" (vídeo de W.S. Beasley) e "Capitol" (vídeo realizado pelo músico) que conta com a participação de Jarvis Cocker.

São bons avanços, mas ainda não estão ao nível do deslumbrante álbum homónimo de 2015, "Daniel Knox". Aguardemos pelo restante conjunto de canções para tecermos mais julgamentos.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A espada que pende sobre todos. - II

Em vésperas de uma das eleições (midterm elections) mais determinantes da história recente dos EUA, são vários os músicos que expressam o seu desagrado pelo actual estado das coisas. Aqui ficam alguns exemplos:

"(We Don't Need This) Fascist Groove Thang", original dos Heaven 17, aqui pela mão dos LCD Soundsystem.




"Bloodless", de Andrew Bird, que deixa a seguinte mensagem:

We find ourselves in a cold civil war. Everyone is playing their part too well. Certain actors are reaping power and wealth from divisiveness. Echoes of the Spanish civil war when fascists and clergy win because they put up a united front against the individualistic and principled (yet scattered) left. We can turn this ship around but need to step back and be honest with ourselves about what’s happening while it’s still relatively bloodless.

O vídeo é de Matthew Daniel Siskin.




"Edge of America", dos Duran Duran, em colaboração com o artista plástico David Medina:

'The Edge of America' video deals with two main notions: The impossibility of purity and the necessity of movement as important forces in nature and in our human condition. Using flocks of birds and those that have crashed with buildings and aircrafts (more than a billion every year only in the US) among photographs of immigrants in Ellis Island in NYC in the early 20th century, the video tries to convey this encounter between the universal impulse to move and the artificial boundaries that we create to stop it. Different faces, that are recombined in mutating compositions, show our diverse ethnic origins and the impossibility of purity or even a unique racial identity. Two concepts that are critical around immigration policies in the US and all over the world.

For Duran Duran's 'The Edge of America,' the media artist David Medina wrote custom software that creates different and unexpected automatic compositions and collages from an extensive bank of public domain images around immigration and bird collisions in the US. The software edits and processes the images using different parameters, such as the sound of the music, randomness and material from different databases. In the video a set of photographs of dead birds that crashed with buildings in Washington are used to show some of the thousands of strikes between birds and aircrafts in airports all over the US every year. Composite portraits of people of many different backgrounds are used to illustrate some of our multiple ethnic origins. The software creates different compositions that are always unique and diverse and this video shows only one of billions of possible combinations and visual outcomes.




quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A espada que pende sobre todos.

Apesar de andar ocupado com a digressão de celebração do vigésimo aniversário de "Poses", o seu segundo (e magnífico) álbum de originais, Rufus Wainwright não quis deixar de comentar a actual situação política dos EUA e lançar um apelo ao voto nas eleições (midterm elections) de novembro.

E fê-lo como ele melhor sabe: com uma canção nova, de nome "Sword of Damocles".

O vídeo é da responsabilidade de Andrew Ondrejcak e com a participação do actor Darren Criss. O guarda-roupa é de Vivienne Westwood.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Ainda na Coreia, mas mais a norte.

Os eslovenos Laibach (nome alemão para Liubliana, a capital da Eslovénia) sempre foram um ovni na música moderna europeia. O projecto nascido em Trbovlje, no ano de 1980, nunca se pautou pelo convencional nem pelo facilitismo. A atitude provocatória dos Laibach, que basearam a sua imagem nos arquétipos visuais de regimes totalitários nacionalistas, rapidamente chocou com as 'soviéticas' Eslovénia e Jugoslávia da época. Musicalmente, o começo dos Laibach também não foi de fácil digestão: som pesado, altamente influenciado pelo rock industrial e vocalizações guturais, cortesia do cantor Milan Fras. Para uma melhor compreensão da carreira dos Laibach recomendamos a consulta da biografia oficial na página da banda.

Mas como é de novidades que gostamos, vamos ao que interessa: o novo disco que os Laibach vão editar no dia 23 de novembro, "The Sound of Music". O nome não vos é estranho? Pois então lembrem-se de Julie Andrews a rodopiar nos Alpes, criancinhas loiras a cantar na Áustria nazi e a RTP a passar esta porcaria em todas as tardes do dia de Natal. Exactamente, esse "The Sound of Music", ou "Música no Coração", como chamaram por cá...

Para juntar mais confusão a uma posta já bizarra, falta perceber o que é que a Coreia do Norte tem a ver com esta salgalhada europeia. Aqui fica a resposta oficial da banda:

The Sound of Music was conceived when Laibach were infamously invited to perform in North Korea in 2015. The band performed several songs from the 1965 film’s soundtrack at the concert in Pyongyang, chosen by Laibach as it’s a well-known and beloved film in the DPRK and often used by schoolchildren to learn English. Laibach are joined by Boris Benko (Silence) and Marina Mårtensson on vocals and the album gives the Laibach treatment to tracks such as ‘My Favorite Things’, ‘Edelweiss’, ‘Do-Re-Mi’ and ‘Maria’, here reworked as ‘Maria / Korea’ (“How do you solve a problem like Maria / Korea?”).

Os singles conhecidos são estes: "The Sound of Music", realizado por Morten Traavik e Uģis Olte, e "My Favorite Things", de Tomislav Gangl e Luka Karlin.

Perturbador e bonito. São os adjectivos que se impõem.




sexta-feira, 19 de outubro de 2018

O verdadeiro fenómeno coreano.

Nos tempos que correm, sempre que recebemos novidades da península da Coreia, ou levamos com mais um capítulo do romance entre o ditador do Norte e o aspirante a ditador do Norte das Américas, ou alguém juntou mais uma dúzia de adolescentes do Sul e pariu uma nova banda de K-pop. Nem os gigantes tecnológicos coreanos conseguem ter tanto destaque nas redes sociais como estes dois quistos sebáceos têm tido nos últimos anos...

Felizmente que, no meio de tanta porcaria, há sempre um raio de luz que restaura a nossa fé na capacidade criativa da humanidade. Chamam-se Jambinai, são duas senhoras, Kim Bo-mi e Sim Eun-yon, e um senhor, Lee Il-woo, e são oriundos de Seoul. Praticam uma sonoridade que se pode encaixar no post-rock, com laivos de metal, conseguida através do cruzamento de guitarras e bateria com instrumentos musicais típicos da Coreia como o haegeum, o taepyeongso, o piri e o geomungo. Parece estranho, mas é absolutamente delicioso.

Façam o favor de descobrir estes talentos sul-coreanos nos vídeos de "Time Of Extinction", do álbum de estreia "Différance", ou as actuações ao vivo dos temas "They Keep Silence" e "For Everything That You Lost".

Curiosidade: os Jambinai foram um dos momentos altos da cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 2018, em Pyeongchang. Espreitem aqui.






quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Showtime!

Mais uma para os Justice: "Love S.O.S. (WWW)" é o mais recente single de "Woman Worldwide", a versão musculada e aumentada em jeito de best of do álbum "Woman", de 2016, que já abordámos aqui.

O vídeo é de Edouard Salier.



Vale a pena procurar os vídeos das actuações mais recentes de Gaspard Augé e Xavier de Rosnay. O espectáculo de luz e som que os franceses têm na estrada, e que passou pelo Altice Arena, no SBSR 2018, é uma bela festa! Mas imprópria para epilépticos...